Hora do lanche
Dizem que os autênticos pãezinhos devem ter uma gominha dentro. Mas, em Curitiba, o pão de queijo é grande e oco, com uma leve camada de goma nas paredes da massa. Em São Paulo eles são servidos bem pequenos, do tamanho de um limão galego, e branquinhos, com a gominha dentro. E em Goiás, em vez de assados, são fritos.
Onde tem mineiro tem pão de queijo. E em Maringá, onde os mineiros têm grande participação na construção da cidade, em qualquer esquina se come um ótimo pão de queijo. Tem até nas sorveterias.
Marcos NegriniNa Marcos,
cada fornada
faz a alegria
dos clientes
A panificadora Marcos Boutique de Pão há 12 anos faz um dos melhores e mais consumidos da cidade. O brasileiro absorveu tanto o pão de queijo que ele hoje só perde em popularidade e em consumo para o pão francês, diz Moacir Augusto Costa, um dos proprietários da Marcos. É só dar uma espiada. Dá para perceber a expressão sorridente dos clientes quando eles colocam a nova fornada no balcão. Costa confessa que é só dar uma folguinha no caixa que lá vai ele comer o seu com um café preto. Conta que um dos segredos do sucesso é a autenticidade da receita. Compro queijo de Araxá para dar o sabor legítimo. Como nem todos gostam de banha, a Marcos prepara os pães com margarina.
O pão de queijo evoluiu tanto que se pode encontrar com recheio de presunto, frango, e até de bacalhau e de goiabada. Mas para os mineiros isso tudo é moda e passa. Eles acham que o verdadeiro pão de queijo é o feito só com queijo. Divergências à parte numa coisa todos concordam: o melhor pão de queijo é o quentinho, e melhor do que um, só dois, e com um bom cafezinho para acompanhar.





