Dandara Mariana sentiu um gosto especial ao interpretar a dançarina Tantam de ''Malhação''. Depois de sete anos se dedicando a estudar Teatro, esse é o primeiro personagem fixo da atriz na televisão aberta. Até então, exceto uma pequena participação na série ''Na Forma da Lei'', da Globo, ela só tinha feito o seriado ''As Aventuras do Parabólico'', transmitido pelo Canal Brasil e pelo Futura.
''Me ligaram e era uma participação pequena. Mas fui ficando e, quando soube que seria até o final da temporada, vibrei. É muito gostoso porque muita garotada de 11, 12 anos assiste. É um público fiel e espontâneo'', comemora ela, que é filha do humorista Romeu Evaristo, que interpreta o angolano do ''Zorra Total'', da Globo. Agora, a vontade de Dandara é atuar mais nos folhetins. Mas imagina que não seja tão fácil assim emendar trabalhos. ''É claro que melhorou, mas ainda é difícil aparecerem papéis para negros nas tramas. Nem sempre pintam testes'', lamenta ela, que se diz fã de Taís Araújo. ''Muitas mulheres negras romperam barreiras, mas sinto que foi a Taís quem abriu portas para que a minha geração pudesse sonhar ser atriz e disputar espaço com qualquer outra mulher, independentemente da cor da pele'', valoriza.
Nome: Dandara Mariana Nahas Evaristo Cabral.
Nascimento: 13 de maio de 1988, no Rio de Janeiro.
Primeira aparição na tevê: Como Diana na série ''As Aventuras do Parabólico'', dirigida por Lázaro Ramos e exibida pelo Canal Brasil e pelo Futura.
Atuação inesquecível: Na peça ''Abajur Lilás'', de Plínio Marcos. ''Eu estava estudando ainda e foi a primeira vez que subi em um palco. Tive a sensação de estar no lugar certo e na hora certa ali''.
Interpretação memorável: Dani Barros no espetáculo ''Estamira - Beira do Mundo'' e Fernanda Montenegro como Dora em ''Central do Brasil''.
Ao que assiste: GNT e Globo News. ''Curto novelas também''.
Ao que nunca assiste: Canais ou programas de venda de produtos. ''Já curti quando era menor, mas não vejo mais''.
O que falta na televisão: ''Falar mais de teatro. O seriado 'Clandestinos - O Sonho Começou' até mostrou um pouco, só que acho que poderíamos ter novos projetos assim''.
O que sobra na televisão: ''Reality shows''.
Ator: ''Meu pai, Romeu Evaristo''.
Atriz: Glória Pires e Taís Araújo.
Com quem gostaria de contracenar: ''Seria bacana dividir uma cena com meu pai. Mas estou feliz por trabalhar com a Letícia Spiller e a Helena Fernandes''.
Se não fosse atriz: Seria esportista, dançarina ou cantora.
Novela: ''Era uma Vez'', de Walther Negrão, exibida pela Globo em 1998.
Cena inesquecível na tevê: ''Eu estava na escola, cursando a sétima série, quando começou uma confusão e a gente parou para ver os ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos''.
Melhor abertura de novela: ''Avenida Brasil''. ''Sempre danço na frente da tevê''.
Canção inesquecível de trilha sonora: ''O Menino Maluquinho'', de Milton Nascimento.
Personagem mais difícil de compor: ''Na peça 'Orfeu', interpretei um homem. Acho que por se tratar de outro sexo, foi mais complicado''.
Que novela gostaria que fosse reprisada: ''Xica da Silva'', escrita por Walcyr Carrasco - sob o pseudônimo Adamo Angel - e exibida pela Manchete em 1996.
Que papel gostaria de representar: Uma vilã.
Par romântico inesquecível: Jeff e Lisa, personagens de James Stewart e Grace Kelly no filme ''Janela Indiscreta'', de Alfred Hitchcock, lançado em 1954.
Com quem gostaria de fazer par romântico: Brad Pitt.
Filme: ''A Vida é Bela'', de Roberto Benigni, lançado em 1997.
Livro: ''A Gaivota'', do dramaturgo russo Anton Tchekhov.
Autor: Elisa Lucinda.
Diretor: Amora Mautner. ''Ela é incrível e está aumentando o espaço para as mulheres que sonham ser diretoras aqui no Brasil''.
Mania: De estalar os dedos.
Medo: ''De pirar, ficar doida, perder a noção da realidade''.
Projeto: ''Tenho vontade de apresentar um programa no estilo do 'Tribos', do Multishow, em que eu fosse para outros lugares e experimentasse coisas novas''.

mockup