Curitiba - Enquanto a ex-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Nitis Jacon, se decide se vai ou não se candidatar nas próximas eleições, o cargo que ela deixou há quase um mês em Curitiba continua vago. Ela tem até junho, quando acontece as convenções dos partidos, para definir se sai ou não candidata a deputada federal pelo PSDB, partido, aliás, que é oposição ao PT, que o governador Roberto Requião é aliado. Foi o governador quem assinou a exoneração de Nitis e nomeou a secretária de Cultura Vera Mussi, que já tem todas as atribuições da pasta, para assumir o cargo. Ontem, a secretária estava em Brasília, mas a sua assessoria informou que ela tem dado expediente um dia por semana, no CCTG.
Nitis, que está em Londrina avaliando a situação política nacional e estadual antes de definir a candidatura, falou à Folha por telefone. Segundo ela, o fato do governador não ter nomeado alguém especificamente para o cargo que ela deixou não vai prejudicar a programação da instituição. Funcionário do CCTG que preferem não se identificar, no entanto, temem pela agilidade das decisões e até pelo cancelamento da agenda do projeto Paranização, menina dos olhos da ex-presidente enquanto ela esteve no cargo. O receio se justifica pela secretária de Cultura manter expediente limitado no espaço.
Nitis revelou que pode se decidir antes de junho sobre a candidatura, mas independente da decisão não sabe se volta ou não ao Centro Cultural do Guaíra. ''Quem vai decidir é o governador'', disse. Ela acredita que a programação não será alterada por conta da indefinição do seu retorno. ''A maioria da programação já estava fechada quando eu deixei o cargo'', informou. Enquanto o cargo mais importante do CCTG não é ocupado, seus corpos estáveis, como a Orquestra Sinfônica do Paraná, o Balé Teatro Guaíra e a Companhia de Dança G2, continuam orfãos.

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