Hong Kong inaugura terminal futurista
Ednelson Alves
Especial para a Folha
Com um investimento de US$ 9,1 bilhões, Hong Kong acaba de inaugurar seu novo Aeroporto Internacional, considerado um dos mais modernos do mundo. Mesmo com a queda do tráfego aéreo depois da crise asiática, mais de 30 milhões de passageiros por ano deverão utilizar o gigantesco terminal futurista de vidro e aço. Mas daqui a uma década as autoridades aeroportuárias pretendem abrir um segundo terminal, que deverá aumentar sua capacidade para 89 milhões de passageiros por ano.
O aeroporto faz parte de um plano de transportes aéreos, rodoviários e ferroviários de US$ 20 bilhões anunciado pela administração colonial britânica em 1989. Pequim levantou objeções devido ao grande custo, mas depois de negociações a China e a Grã-Bretanha chegaram a um acordo em 1994, três anos antes de os britânicos entregarem Hong Kong ao governo chinês.
Uma das atrações é o Airport Express, uma ligação ferroviária que conduzirá os passageiros a até 130 km/h, com dois terminais de check-in, no centro de Hong Kong e em Kowloon, onde ficava o antigo aeroporto. O trem leva apenas 23 minutos para chegar ao aeroporto, que foi construído na ilha de Chek Lap Kok, a 30 quilômetros da cidade. Outra novidade é o sistema de transporte de bagagem, que promete entregar as malas dos passageiros em 15 minutos. Inicialmente, a administração pensou em adotar o sistema computadorizado de encaminhamento de bagagem. Uma equipe de inspeção foi enviada ao aeroporto de Denver (Colorado, EUA) que possui um sistema automático, mas a decisão foi esperar que seja testado em outros aeroportos. Mesmo com triagem manual, o sistema transporta 20 mil malas por hora pelos 15 quilômetros de esteiras rolantes.
O aeroporto de Hong Kong foi projetado pelo arquiteto britânico Norman Foster. O projeto foi inspirado numa antiga fotografia aérea do aeroporto de Atlanta nos anos 30. Foster disse que tentou capturar a simplicidade do velho aeroporto e colocá-la num aeroporto internacional.
O novo aeroporto se destina principalmente a jatos jumbo, e tem 38 pontes aéreas laterais para receber Boeings 747 e Airbus. Estão sendo construídas dez posições para os Airbus Super Jumbo que começam a ser fabricados na Europa. Os administradores não escondem que todo esse gigantismo foi planejado dentro da possibilidade do aeroporto de Hong Kong atingir, dentro dos próximos anos, movimento próximo ao que hoje é registrado nos maiores aeroportos do mundo.





