Homens-máquinas no Free Jazz
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de outubro de 1998
Patricia Decia Agência Folha 
A Elektronikevolksmusik está no Brasil. E subirá hoje, no Rio, ao palco do Free Jazz (pela primeira vez ao vivo na América Latina), personificada nos homens-máquinas do Kraftwerk, ao mesmo tempo seus criadores e criaturas.
A expressão em alemão é emblemática. Para boa parte do público brasileiro, causa estranheza muito semelhante à provocada pelo techno. No entanto, revela o conceito de música popular eletrônica, a nova música, linguagem universal deste e do próximo século.
Quem assim a qualifica é Ralf Hutter, um de seus genitores, há 30 anos, parte da primeira geração de uma Alemanha pós-guerra devastada culturalmente. E sua banda Kraftwerk - uma das maiores influências da música contemporânea no mundo - continua ainda em busca do futuro. É visionário o adjetivo que ele aceita para falar de seu próximo álbum - que deve ser lançado em 99, após um hiato de mais de uma década - durante entrevista concedida à reportagem, ontem, no Rio.
O Kraftwerk se considera mais do que um grupo pop?


