Um grupo de amigos subirá ao palco, cantando e tocando de improviso, numa espécie de jam session. Assim será o show que acontecerá nesta noite, em homenagem ao trompetista Hélio Novaes, falecido recentemente. Estarão se apresentando Waltel Branco, Saul do Trumpete, Norma Cecy, Fernando Loko, Ezequiel Paez, Quá Quá, Sérgio Albach, Fernando Risada, a dupla de violeiros Campanal e Colorado e outros.
Todos estes artistas tiveram alguma ligação com o trompetista, que chegou em Curitiba, vindo de Minas Gerais, na década de 60. ‘‘Ele já chegou aqui como músico’’, contou Fernando Loko. Os amigos, entretanto, nunca souberam ao certo o que ele fazia antes disso, já que ele gostava muito de brincar.
Hélio constumava contar que já tinha sido engolidor de fogo no circo, além de ter jogado futebol, chegando a ser goleiro profissional do Vasco. ‘‘Nunca soubemos ao certo o que era verdade’’, disse Fernando. Os dois fizeram inúmeras parcerias nos anos 60 e 70, tocando em boates, bares e bailes de Carnaval.
Na mesma época, Hélio Novaes conquistou fama na cidade, quando participava como músico das gravações de programas de TV, no antigo Canal 6. Além disto, ele integrou o Blue Note Jazz Club, que realizava jam sessions com os melhores instrumentistas locais.
Saul do Trompete lembra bem destes tempos. Ele contou que conheceu ‘‘Helinho’’ quando veio do Rio de Janeiro para Curitiba, nos anos 70. ‘‘Tocamos juntos em vários shows’’, afirmou. Hoje à noite Saul relembrará várias composições que os dois interpretaram juntos.
Para acompanhar os excelentes instrumentistas que estarão no palco, a homenagem à Hélio Novaes terá a participação da cantora Norma Cecy, uma fã incondicional do trompetista. ‘‘Assisti vários shows dele no TUC’’, comentou.
Sua ligação com ele foi apenas na condição de fã, mas Norma admite que tem hoje uma grande vontade de realizar algo com o trabalho que ele deixou. ‘‘Posso vocalizar alguma composição, talvez’’. Em sua opinião, Hélio Novaes faz uma falta enorme no cenário musical da cidade. ‘‘Não temos outro band lider como ele foi’’.
O trompetista costumava reunir o time de velha guarda dos músicos locais e promover verdadeiros festivais de jazz, que normalmente aconteciam no Teatro Universitário de Curitiba (TUC).
O show em homenagem a Hélio Novaes foi organizado pelo diretor do TUC, Paquito Modesto, que trabalha no local há 12 anos e também foi grande amigo do trompetista. A renda do espetáculo será revertida para a família do músico.

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