São Paulo - Entre 1977 e 2005, a extinta gravadora independente Kuarup representou um porto seguro da boa música autenticamente brasileira, servindo de lar para o som caipira de Renato Teixeira e para a MPB erudita de Henrique Villas-Lobos.
Com a desativação da editora, seus 200 títulos ainda circulam pelos mercados nacional e estrangeiro a peso de ouro. De olho nesse filão, os empresários Arthur Fitzgibbon e Alcides Ferreira compraram a Kuarup e estão relançando nove dos seus principais títulos, em parceria com a gravadora Sony Music. ''Além de um patrimônio histórico, esse catálogo busca uma liderança intelectual dentro da música brasileira'', define Fitzgibbon. ''Antes de concretizar o negócio, o Mario (de Aratanha, antigo proprietário da Kuarup) pediu a nós que respeitássemos a integridade artística da gravadora'', expõe.
Além de explorar o catálogo da primeira vida da Kuarup, as próximas fornadas devem trazer títulos inéditos. Nesta primeira leva, os executivos apostam na bela Lucinha Pires, 20 anos, que honra a tradição de mulheres intérpretes da MPB. O single ''Olhos Claros'' já está em rotação nas rádios do país. Entre os próximos lançamentos, deve sair o clássico ''Grandes Cantores Sertanejos'', com Xangai, Cida Moreira, Elomar, Sivuca e Geraldo Azevedo, entre outros.

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