A primeira homenagem já estava definida há meses, quando o diretor da mostra veneziana abriu espaço para uma retrospectiva-culto de trabalhos de produtores que, de 1945 a 1975, moldaram a cara e construíram a personalidade contemporânea do cinema italiano. Entre todos, muitos já mortos, o escolhido para o Leão de Ouro pela carreira foi Dino de Laurentiis. Aos 83 anos, ativo como nunca, ele recebe o prêmio durante o Festival de Veneza, que começa no dia 27.
Mas Moritz De Hadeln, o suíço curador do evento veneziano, surpreendeu a imprensa nos últimos dias ao anunciar um novo homenageado com a honraria máxima do festival: Omar Sharif, o sempre lembrado Dr. Jivago, ator egípcio com uma carreira internacional em que se contam mais de 80 filmes. Sharif, que há alguns dias esteve no centro de um incidente envolvendo uma de suas paixões, o bridge, vai ser visto também nas telas do Lido em seu mais recente filme, ''Monsieur Ibraim et les Fleurs du Mal'', produção francesa ''hors concours'' dirigida por François Dupeiron. No filme, Sharif interpreta um velho vendedor de alimentos muçulmanos que, nos anos 60, dá lições de vida a um jovem judeu num bairro pobre em Paris.
Além do diretor David Lean, com quem Sharif trabalhou em ''Lawrence da Arábia'' e ''Dr. Jivago'', o ator passou por mãos prestigiosas como os diretores Anthony Mann, Frd Zinneman, Terence Young, Richard Fleischer, Sidney Lumet, William Wyler, Blake Edwards, Francesco Rosi e Andrzjej Wajda. (CELJ)

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