Tropas americanas em meio ao fiasco na Somália, um piloto abatido na Bósnia, 450 soldados americanos cercados por 2000 inimigos no Vietnã: Hollywood se apressa em estrear os filmes sobre o heroísmo de seus soldados, enquanto que os marines (fuzileiros) continuam mobilizados no Afeganistão.
Esta sexta-feira estréia nos Estados Unidos ''Behind Enemy Lines'', dirigido por John Moore, o primeiro de uma série de filmes de guerra que os estúdios cinematográficos se apressam em lançar, coincidindo com o início da campanha no Afeganistão.
Baseado na história real do piloto americano Scott O'Grady, derrubado na Bósnia em 2 de junho de 1995, ''Behind Enemy Lines'' deveria inicialmente chegar aos cinemas na próxima primavera, mas, depois do início da guerra contra o terrorismo, os estúdios da 20th Century Fox decidiram adiantar seu lançamento. ''Realizamos exibições-testes e o público se encantou com a história, assim vimos que não havia motivo para se preocupar e decidimos antecipar a estréia'', explicou Bruce Snyder, presidente da distribuição nacional da 20th Century Fox.
A Sony Pictures também decidiu antecipar a estréia de ''Black Hawk Down'', de Ridley Scott, que fala do fiasco militar das tropas americanas em 1993, na Somália, onde morreram 18 soldados americanos. Inicialmente anunciado para março do próximo ano, o filme vai estrear no final de dezembro, em Los Angeles e Nova York, e em janeiro, no resto do país.
Mas ''Black Hawk Down'' e ''Behind Enemy Lines'' são apenas os primeiros de uma avalanche de filmes militares que estrearão no próximo ano. Entre eles se encontra ''We Were Soldiers'', protagonizado por Mel Gibson, sobre a batalha de Ia Drang durante a guerra do Vietnã, assim como ''Hart's War'' e ''Windtalkers'', ambientados na Segunda Guerra Mundial.
''We Were Soldiers'' devia estrear inicialmente no próximo verão americano, mas a Paramount Pictures decidiu recentemente antecipar o lançamento para março. ''Este filme funcionaria em qualquer momento, mas o país tem agora sentimentos mais patrióticos'', segundo o vice-presidente da Paramount, Rob Friedman.

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