O que seria das revistas de fofoca como a ''People'' e a ''Hello!'' sem as celebridades de Hollywood? Teriam elas que dar capa para receitas de bolo e dicas de auto-ajuda? E o que seria dos paparazzi que fazem vigília nas ruas de Los Angeles todos os dias? Teriam que se mudar para Washington para perseguir os políticos? Por fim, o que seria do cinema sem os astros de Hollywood? Basta imaginar o seguinte cenário: ''Lara Croft - Tomb Raider'' estrelado por Paris Hilton, Oscar de melhor ator para Ashton Kutcher e melhor atriz para Nicole Ritchie.
Pesadelo total, claro. Mas é algo bem possível de acontecer se as verdadeiras celebridades de Hollywood levarem a sério o que estão dizendo no último mês, ou seja, que querem abandonar a carreira em prol da família ou de alguma desculpa qualquer.
A começar por Angelina Jolie, a quem todas as revistas de celebridade agradecem pelas vendas nas bancas todas as semanas. ''Eu não planejo continuar atuando por muito tempo. Estou pronta para fazer escolhas e me tornar uma boa vovó no futuro. Além do que, adoro ficar em casa'', declarou a atriz.
A mesma razão é dada pela ex-Tom Cruise, Nicole Kidman, que alega estar abandonando o entretenimento porque quer ter mais filhos. Para quem ganha US$ 20 milhões para trabalhar uns poucos meses é fácil.
Já no time masculino, outro que nem fez 50 anos e já pensa em se aposentar é o esquentadinho Alec Baldwin, que disse recentemente à imprensa norte-americana: ''Mal posso esperar para sair deste negócio''. No caso dele, o estresse pode ter sido causado pela disputa da guarda dos filhos com a ex-Kim Basinger, que acabou vencendo a batalha.
Já Joaquin Phoenix, indicado ao Oscar por ''Johnny & June'' e ''O Gladiador'', apareceu numa pré-estréia recente todo barbudo, de óculos escuros e aparentemente confuso, pois ninguém entendia direito suas justificativas para sair do showbiz. ''Cansei, quero avançar, descobrir novas coisas, focar nas minhas músicas.'' Músicas?
O vencedor do Oscar por ''Beleza Americana'', Kevin Spacey, foi bem mais claro em sua justificativa. ''Tudo que eu tinha que fazer já fiz.'' Premiados, milionários, famosos e queridos pelo público, os desertores não acham mais desafios na vida que levam.
Tem também os que declaram que vão parar quando a gente nem se lembra que eles começaram algum dia. Freddie Prinze Jr. por exemplo. ''Eu vou parar de atuar nos próximos anos porque é bizarro demais.'' Alguém se lembra de algum filme dele? E, mais importante, bizarro por quê? O mesmo diz Pamela Anderson. ''Quero ficar em Las Vegas para sempre'', disse ela, sobre sua ''carreira artística''.
Seriam todas estas declarações uma estratégia de marketing? Afinal de contas, imagine a fortuna ainda maior que eles receberiam num retorno triunfal às telas.
Só tem um probleminha. Enquanto Jolie dá tchau aos estúdios, há uma centena de mocinhas bonitas dando ''oi''. Ninguém é insubstituível e mesmo uma Angelina Jolie pode se dar conta, tarde demais, de que não há mais holofotes disponíveis. Espera-se apenas que, até lá, eles não estejam todos voltados para Paris Hilton e Ashton Kutcher.

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