Hoje tem marmelada?
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quarta-feira, 09 de abril de 1997
Ranulfo Pedreiro 
Arquivo FolhaRicardo Queirolo: São coisas espontâneas que eu plantei e estou colhendo com muita emoçãoFilho de acrobatas e sobrinho de Chique-Chique e Chicharrão - dois palhaços que fizeram escola -, Ricardo Otelo Queirolo cresceu desenvolvendo a arte circense - estreou no picadeiro aos sete anos. Do circo, ele traz experiência como acrobata, trapezista, mímico, ventríloquo e palhaço. Aos 74 anos, Ricardo Queirolo ainda encarna, eventualmente, seu personagem mais famoso, o palhaço Picolino, para divertir crianças em ocasiões especiais.
Para homenagear o artista, o Festival Internacional de Londrina incluiu em sua agenda a exposição Picolino - 74 Anos de Alegria, que será aberta às 20 horas, na Sala Celso Garcia Cid do Cine-Teatro Ouro Verde. A exposição faz parte das comemorações dos 30 anos do Festival e reúne objetos utilizados por Queirolo nas apresentações, além de fotografias e recortes de jornal que lembram sua trajetória.
Emoção Para um artista, nada é mais satisfatório do que uma homenagem como esta. São coisas espontâneas que eu plantei e estou colhendo com muita emoção, comenta Queirolo, que em 1932 já fazia apresentações como acrobata solista.
Os movimentos eram treinados exaustivamente, e em 1941 surgia Os Diabos Brancos, grupo de acrobatas que se apresentava em cassinos. Com a proibição do jogo, por volta de 1944, Ricardo Queirolo voltou para o picadeiro, onde permaneceu até 1955, quando tornou-se empresário em Paranaguá. Em 1958 o artista mudou-se para Londrina, onde voltou à ativa em 1964 como o palhaço Picolino, atração do Circo Show Mercantil Castelo Branco, programa apresentado pela TV Coroados.
Queirolo permaneceu na televisão até 1993, e ainda sente saudades de seu programa: Sinto falta principalmente do momento em que eu entrava no palco e via os bracinhos estendidos para me cumprimentar, nada é mais agradável. Minha arte circense está no sangue, e eu tenho que segurar as pontas, porque da minha família, só eu estou exercendo. A exposição Picolino - 74 Anos de Alegria ficará aberta ao público até o dia 21.


