A história, de Prosper Merrimée, não chega a ser muito original. Um romance do tipo folhetim em que um militar, o soldado Don José, se apaixona pela volúvel cigana Carmen, deserta para ficar com ela e é trocado por um toureiro. Até o final, o assassinato de Carmen por don José não chega a ser surpreendente. Todavia, com estes elementos, Georges Bizet construiu uma das mais belas óperas produzidas pelo engenho humano.
‘‘Carmen’’ já foi encenada um incontável número de vezes, foi filmada em dezenas de versões (inclusive, em alguns casos, sem a parte musical, o que resultou em um dramalhão) já teve versão especial feita no cinema apenas com artistas negros o que era, na época, uma verdadeira revolução (chamou-se Carmen Jones e foi adaptada para tempos modernos, mas a música foi mantida embora os astros do filme, entre os quais Harry Belafonte, tenham apenas dublado a parte cantada). Todas estas versões apenas serviram para aumentar a atração por uma das mais fantásticas peças criadas por um compositor.
‘‘Carmen’’ é a atração de hoje do projeto Ópera aos Domingos, que é apresentado no último domingo de cada mês na programação cultural da Associação Médica de Londrina. Dirigida por Francesco Rosi, a peça é interpretada por Júlia Migenes-Johnson, Plácido Domingo e Ruggero Raimondi e, para facilitar as coisas, tem legendas em português. Mas a verdade é que isto é secundário. O que vale mesmo é a música, o canto, o encanto de uma peça que constitui um dos grandes momentos da criação musical. A programação da Ópera aos Domingos começa às 16 horas, na sede da Associação Médica, Praça Primeiro de Maio, 130, com entrada franca.
Para completar o fim de mês musical, amanhã, nos Encontros Musicais das Segundas-feiras, uma programação ao vivo, o recital de cordas e flauta com o quarteto de cordas de Londrina e a participação de Jussival Rocha dos Santos. Começa às 20h30.

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