No dia 19 de janeiro, depois de pedir 9 milhões de dólares de resgate pelo sequestro de Richard Oetker, em 1976, o alemão Dieter Zlof enterrou o dinheiro e cumpriu pena na prisão. Agora, 20 anos depois, nada foi encontrado debaixo da terra, a não ser alguns restos da fortuna, que viraram ‘‘refeição’’ para os ratos e insetos.
No dia 1º de abril, ao assaltar o posto bancário de uma tecelagem em Campo Belo, zona Sul de São Paulo, Tadeu Pereira esqueceu sobre o balcão um saquinho com carteira de identidade, conta de luz e carteira de convênio médico. Para completar, foi detido numa blitz por porte ilegal de arma.
No dia 3 de julho, sete assaltantes de idades entre 23 e 28 anos tentaram cruzar de carro a fronteira entre a Áustria e a Baviera (Alemanha), ignorando as ordens de prisão dos funcionários da alfândega. Eles estavam em dois carros supostamente roubados e, de repente, deram de cara com um grupo de bombeiros austríacos que participavam de um passeio pela rua. Julgando-se surpreendidos, renderam-se imediatamente, para espanto dos bombeiros á- que custaram a entender o que estava acontecendo.
Já no dia 12 de agosto, o trombadão Willie King, de 37 anos, caiu em desgraça ao roubar a carteira de Yolanda Gigante, de 94 anos, em Greenwich Village, EUA. Acontece que a veneranda senhora era nada mais nada menos do que a mãe do mafioso Vincent ‘‘Queixada’’ Gigante, líder do poderoso clã dos Genovese. Ao saber disso, apavorado, ele se entregou à polícia, confessando o crime. A carteira continha 90 dólares.
E no dia 10 de outubro um assaltante de Filadélfia (EUA) foi morto a golpes de caratê pelo cego Courtney Beswick, de 28 anos. Mesmo atacado pelas costas, Courtney surpreendeu o assaltante ao atirá-lo ao chão e estrangulá-lo. ‘‘Ele escolheu mal a vítima’’, disse o cego, mais tarde.
Fugas No dia 14 de janeiro, dois presos que cumpriam pena por roubo fugiram da cadeia pública da cidade paulista de Pradópolis, depois de renderem o carcereiro com um revólver feito com papelão, cola e tinta preta.
E, no dia 29 de março, oito presos fugiram da Penintenciária II, de Bauru (SP), saindo pelo portão principal. Eles escaparam numa ambulância, levando o diretor e outro funcionário como reféns, e estavam armados com três revólveres calibre 38 que haviam comprado pelo sistema Sedex do Correio.
A mesma sorte não teve o preso Messias Fernandes Júnior. No dia 13 de maio, ele aproveitou-se da distração dos carcereiros e entrou num saco de lixo para fugir do 99ª DP (Campo Grande), na Zona Sul de São Paulo. Para seu azar, logo que foi levado para fora da delegacia por uma faxineira, alguns vizinhos viram o saco se mexendo e deram o alarme.
Furtos e roubos No dia 17 de agosto, a faxineira Cláudia de Oliveira Mattos foi presa em flagrante quando roubava um prendedor de cabelos de 45 centavos num supermercado do Rio. Quatro dias depois, o americano Cleveland Johnson, de 29 anos, foi condenado à prisão perpétua (sem direito a liberdade condicional antes de cumprir 20 anos) em Tampa, na Flórida, por ter roubado um pacote de biscoitos de uma menina de oito anos. Ele estava armado com um revólver de brinquedo.
No dia 6 de setembro, na falta de uma arma, o assaltante Tadeu Aparecido Celestino, de 26 anos, fechou o registro de água de sua casa, tirou a torneira e saiu pelas ruas com ela debaixo da camisa, como se fosse ‘‘um trezoitão’’ - na sua própria definição. Ele e seu colega José Carlos dos Santos conseguiram assustar a estudante Cristiane Fernandes Tavares, de 24 anos, e levaram seu Fiat, mas foram presos minutos depois. Celestino quase levou a pior, pois um policial pensou que ele estava mesmo armado e ameaçou disparar. ‘‘Não atirem! É uma torneira!’’, gritava, desesperado.

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