Histórias
de amor
e morte
Cenas de ‘‘Outras Histórias’’: sem caricaturas e dramatizações forçadas, diretor quis sobretudo ser fiel ao texto de Guimarães RosaNuma pequena vila do sertão de Minas sucedem-se histórias de amor e morte, de coragem e medo, de ódio e maldição. Soroco, o mais antigo matador de bois da região, vive agora de perseguir duas mulheres loucas, sua mãe e sua filha. Enquanto isso, o lugarejo é invadido por bandidos perigosos - os irmãos Dagobé. Premido pelas circunstâncias, um bom moço comete o desatino de matar o chefe do bando, o famigerado Damastor Dagobé.
Apreensivos, os moradores aguardam a vingança anunciada dos irmãos e relembram um episódio marcante da vida de Damastor: o dia em que ele foi procurar um sábio doutor para descobrir o significado da palavra ‘‘famigerado’’. No velório, o rapaz jurado de morte aparece para ajudar a carregar o caixão...
Um proprietário de terras perde a mulher e resolve fazer uma reforma agrária em seus domínios. Os empregados reagem com desconfiança e ódio... Um jovem fazendeiro se apaixona pela mais humilde de suas trabalhadoras. Mas ela guarda, escondidos, segredos e ameaças terríveis... Todos esses acontecimentos formam ‘‘Outras Histórias’’, que levou sete semanas, em julho de 1997, para ser filmado. As locações escolhidas foram nos arredores da cidade de Montes Claros, norte de Minas Gerais. Vilarejos como Barreiras, Buriti do Campo Santo, Panorâmica, Santa Rosa de Lima, Quem-Quem e fazendas como a Santa Rosa e o Barrocão, receberam uma equipe de mais de setenta pessoas para servir de cenário à adaptação.
O diretor de fotografia José Guerra esperou sempre a melhor luz para rodar - isso fica evidente na qualidade da imagem do filme. O diretor de arte, Toni Vanzolini, buscou a mínima intervenção nos exteriores e uma cuidadosa reconstituição de atmosfera nos interiores. O filme foi finalizado com recursos da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e da Secretaria Municipal de Cultura, através da Riofilme. (V.A.)

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