História em três dimensões
Basicamente, o cinema 3D ilude o espectador com profundidade, altura e largura suficientes para recriar imagens em movimento em terceira dimensão. Para isso são necessárias duas cenas simultâneas em perfeita sincronia para fazer com que nosso cérebro interprete a contraparte de cada uma delas, criando uma sequência tridimensional.
Os primeiros passos do cinema 3D começaram no final de 1890, quando o britânico William Friese Greene utilizou um estereoscópio para ver o resultado convergente de duas imagens projetadas lado a lado em uma tela. A cena tridimensional, no entanto, não podia ser contemplada de forma muito prática devido ao tamanho do instrumento binocular.
Após a criação oficial da ''câmera 3D'', com duas lentes iguais e separadas, começaram as exibições-teste com faixas duplas das imagens em vermelho e verde, a partir de 1915. As experimentações continuaram, inclusive com o uso das cores no cinema e variação de cenas em azul e vermelho, que se mostraram mais eficazes na criação da ilusão tridimensional.
O salto na história do cinema 3D aconteceu a partir do final dos anos 30, quando começaram as exibições a partir de técnicas de fotografia Polaroid, que permitiram reduzir o clarão de luz e aumentar a sensação tridimensional nas projeções. No entanto, a partir daí foram necessárias novas instalações nas salas de exibição, com telas prateadas ou outro material reflexivo.
O auge do cinema 3D foi no início dos anos 50, quando foram lançadas as primeiras produções estereoscópicas coloridas, como ''Bwana Devil'', de Arch Oboler. Foi nesse período que os óculos feitos de papelão para ler quadrinhos 3D passaram a ser utilizados em larga escala nas salas de exibição. Os filmes tridimensionais de terror e ficção científica, que também utilizavam a técnica estereoscópica no som, fizeram grande sucesso nesse período.
Nos anos 60 e 70 surgiu uma técnica de reprodução tridimensional sem necessidade de sincronização. O formato que teve maior influência do avanço dessa tecnologia foi o uso do ''SpaceVision 3D'': imagens sobrepostas no mesmo quadro em uma só camada, com um único projetor munido de lentes especiais.
O avanço dessa tecnologia aliada ao cinema digital permitiu a criação de filmes com captação específica das imagens que posteriormente seriam tridimensionais, aumentando a capacidade de visualização da profundidade das cenas, a exemplo das presentes atualmente em longas como ''Viagem ao Centro da Terra 3D''. (C.Y.)





