A arte de trabalhar o vidro data de no mínimo 2500 anos antes de Cristo. Fenícios e egípcios manufaturavam objetos de argila vidrada. Na 18ª dinastia (1500 aC), os artesãos egípcios fabricavam um tipo de vidro colorido com óxidos metálicos, opaco, cheio de bolhas devido a falta de temperatura necessária para a massa vítrea. Trabalhavam potes para cosméticos, brancos e coloridos.
O vidro moldado foi usado na feitura de taças e figuras planas para a decoração. Na Mesopotâmia, Palestina e Síria se produziam vasos e figuras de vidro moldado. Da Grécia antiga se conhece muito pouco, mas há provas da fabricação de vidros ricamente decorados e vasilhas moldadas sob pressão. O vidro difundiu-se rapidamente no Império Romano, fabricado em molde prensado e soprado.
Também na Itália, Espanha e Inglaterra se fabricava, em grande quantidade, vasilhas simples e objetos de arte requintados. A manufatura do vidro prosseguiu no século V. A produção Síria se destacava pela decoração excessiva na arte paleocristão difundindo os símbolos religiosos em vidro dourado.
O vidro decai em Roma, porém Constantinopla continua durante séculos como centro mosaicista, produzindo material de decoração para palácios e igrejas da região mediterrânea.
Veneza desenvolve a vidraria a partir do século XIII, concentrando-se na Ilha de Murano, em 1291, para preservar o segredo de fabricação e cultivar a alta habilidade dos artesãos. Murano teve grande proteção econômica e de mercado e foi, durante muito tempo, sinônimo de vidro.
No norte da Europa artesãos venezianos estabelecidos em Antuérpia, Liége e Nuremberg criaram uma vidraria de técnica veneziana com qualidade comparável ao vidro de Murano. No século XIX desenvolveram aperfeiçoamentos técnicos muito importantes na indústria do vidro.
Com a introdução da máquina e a consequente produção em massa, os sistemas artesanais foram abandonados, sendo mantidos somente como objetos artísticos.

mockup