Para os franceses, um ícone. Intocável. Orgulho nacional. Paixão exacerbada. Símbolo da pátria, como De Gaulle, a Marselhesa, Versailles. A crítica do país desancou a adaptação de Claude Berri, mas o publico nem tomou conhecimento.
Nove milhões de franceses correram para ver ‘‘Asterix’’ (veja a programação de cinema na página 5), uma megaprodução – para os padrões franceses mais modestos – de 280 milhões de francos, ou o equivalente a US$ 40 milhões.
Dirigido por Claude Berri, ‘‘Asterix’’ traz Chirstian Clavier no papel do herói ancestral gaulês, o genioso, valente e indomável aporrinhador de invasores romanos, criado nos quadrinhos pela dupla Uderzo e Goscigny. O imenso e fiel escudeiro Obelix chegou à tela em carne e osso – o desenho animado já – com as feições de Gerard Depardieu.
Quem também está no elenco é Roberto Benigni. Apesar de parte das objeções ao filme ter procedência, é possível encontrar nele alguns prazeres que justificam uma visita ao cinema. (C.E.L.J.)

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