Nelson Sato
De Londrina
A comemoração dos 500 Anos do Descobrimento deu cria a um novo Paulo Coelho. Como o autor de ‘‘O Alquimista’’, o gaúcho Eduardo Bueno também foi hippie na juventude e virou best seller da noite para o dia.
Depois de embolsar uma nota preta com as vendas dos três livros anteriores, Bueno está desovando mais um volume: Brasil: Terra à Vista! – A Aventura Ilustrada do Descobrimento. O livro, que chega ao mercado pela editora L&PM, é dirigido principalmente para estudantes com preguiça de ler.
Traz 114 páginas repletas de reproduções de pinturas, documentos históricos e mapas – tudo com tinta e traço do artista gráfico Edgar Vasques. De texto mesmo, só o básico, e na linguagem saborosa em que o autor se especializou para contar os capítulos iniciais de nossa história.
Bueno, um quarentão fã de Bob Dylan, tirou a sorte grande. Sacou o filão da efeméride antes que o oba-oba em torno do dia 22 de abril se transformasse no assunto da hora. Durante vários meses de 99, ostentou três títulos ao mesmo tempo no ranking dos dez mais vendidos dos principais jornais e revistas do País. Uma proeza jamais atingida por aqui.
‘‘Eu libertei a história colonial do banco de escola, para que ela retornasse para lá mais livre e com mais frescor, fragrância e dinamismo’’ – observou ele numa recente entrevista à revista Playboy. O sucesso começou com A Viagem do Descobrimento, ao qual se seguiu Náufragos, Traficantes e Degredados e Capitães do Brasil.
O segundo título ajudou a alimentar a controvérsia sobre a narrativa do descobrimento afirmando que os espanhóis Vicente Yañez Pinzón e Diego de Lepe já tinham pisado em terras brazucas dois meses antes da frota de Cabral. Os três volumes fazem parte da coleção ‘‘Terra Brasilis’’, da editora Objetiva, que inclui sete títulos ao todo.
O próximo vai ser sobre a fundação de Salvador e os dois primeiros governos gerais do Brasil, o de Tomé de Souza e o de Duarte da Costa. Na sequência, sai ‘‘A França Antártica’’, que conta a invasão do Rio de Janeiro pelo francês Nicolas Ducand de Villegaignon em 1555. Mais adiante, sai dos fornos ‘‘Os Piratas do Sertão’’, sobre os bandeirantes paulistas.
Fechando a série, Bueno publica ‘‘O Brasil Holandês’’, sobre as invasões holandesas a partir do século dezessete.

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