Da Redação
Parte da história se esconde sob as águas do oceano. É onde residem fragmentos de batalhas navais que revelam detalhes minuciosos da vida de uma época. O Discovery Channel exibe hoje o documentário ‘‘A Frota Perdida de Napoleão’’, a partir das 21 horas. O programa mostra os destroços dos navios enviados por Napoleão para conquistar o Egito.
Nas lentes do documentário surgem detalhes de naus como a L’Orient, provas da complicada história da tentativa de conquista próxima ao Rio Nilo. Ali os franceses se defrontaram com a frota inglesa. O L’Orient explodiu e matou milhares de pessoas dos dois lados da batalha. ‘‘A Frota Perdida de Napoleão’’ investiga os destroços e revela como era a vida a bordo dos navios das duas maiores potências do período: França e Inglaterra.
Com 28 anos, o general Napoleão rumou para o Egito em busca de expandir o território francês. De lá, ele pretendia dominar as colônicas britânicas na Índia. Mas ele não contava com a intervenção do Almirante Nelson, um inteligente estrategista inglês.
A batalha foi sangrenta: seu ruído pôde ser ouvido a mais de 30 quilômetros. A morte acolheu 1.700 marinheiros franceses e 900 ingleses. Derrotado, Napoleão abandonou as tropas para voltar à França, onde tornou-se imperador. Em seu sonho de conquista, Napoleão embarcou para o Egito com 365 navios e mais de 50 mil homens. Foi nessa campanha que os homens de Napoleão encontraram a Pedra de Rosetta, com hieroglifos que foram traduzidos, iniciando os estudos sobre o antigo Egito.
As proporções do conflito são imensas. Os navios de Napoleão acabaram perseguidos pelo Mediterrâneo por apenas 14 navios ingleses. L’Orient, o navio líder dos franceses, contava com 120 canhões. Os 14 navios ingleses cercaram os franceses e iniciaram o bombardeio após uma aproximação silenciosa.
A Frota Perdida de Napoleão – Documentário que o Discovery Channel exibe hoje a partir das 21 horas.Discovery exibe documentário sobre os destroços da batalha naval entre Napoleão e Almirante Nelson pela conquista do Egito
C. Gerigk/DivulgaçãoO programa mostra os destroços do conflito que matou 2.600 homens perto do Rio NiloC. Gerigk/DivulgaçãoBalas de canhão repousam no fundo do mar como lembranças da guerra imperialista

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