Hirsch dá continuidade ao TCP
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terça-feira, 06 de junho de 2000
Zeca Corrêa Leite De Curitiba 
O Teatro de Comédia do Paraná serviu como um aval de reconhecimento na época de maior intensidade nas suas produções. Nos últimos tempos propiciou montagens inesquecíveis como As Bruxas de Salém, de Arthur Miller, dirigida por Marcelo Marchioro, New York por Will Eisner, escrita e dirigida por Edson Bueno e Noite na Taverna, de Álvares de Azevedo, com direção de Ademar Guerra.
O último empreendimento do TCP foi A Aurora da Minha Vida, de Naum Alves de Souza, tendo na direção Gabriel Villela. A peça perdeu o impacto que havia na primeira montagem realizada em São Paulo, com direção de Paulo Betti, mas ainda assim garantiu público. A escolha de Felipe Hirsch para dar continuidade ao projeto, mesmo que não se fale mais em TCP, mostra que a principal instituição oficial das artes cênicas no Estado está atenta à evolução do diretor.
Em 1993 ele surgiu com Baal Babilônia, e se transformou imediatamente em sucesso. Mais tarde vieram Cartas para Não Mandar, Estou te Escrevendo de um País Distante, Juventude (adaptação de uma obra de Eugene ONeill), Por um Novo Incêndio Romântico e A Vida É Cheia de Som e Fúria, de Nick Hornby, que estreou no início do ano, e prepara-se para ser levada a São Paulo e Minas Gerais. Com uma carreira dessas, era apenas questão de tempo a presença de Hirsch dirigindo o espetáculo que melhor lhe aprouvesse, com a produção do Teatro Guaíra.


