Formado em Direito, com mestrado em Ciência Política, três filhas e um enteado, Dilan Camargo escreve poesia como se fosse um menino. Ele próprio admite isso, no seu primeiro livro, ''Poeplano''.
''É um eco da minha juventude. A busca do amor, as escolhas éticas, uma visão crítica da vida e da sociedade, o compromisso com uma humanidade justa e solidária'', diz o autor.
Camargo é gaúcho de Itaqui, passou a infância e juventude em Uruguaiana, na fronteira com a Argentina. Ele conta que sempre gostou de ler e escrever. ''Lia poesia por metro e enciclopédias antigas'', confessa.
Além disso, também se envolveu com programas de rádio, publicações de jornais alternativos e foi ator de teatro, tendo participado de vários festivais de música como letrista e ainda do movimento estudantil.
O poeta não só escreve como um jovem; ele escreve para os jovens. Camargo abre o livro com a divertida ''poesia.com'' (clique aqui para iniciar) e continua na Rede com ''a musa e o mouse''.
Ternura e lucidez fazem um duelo e se descobrem inseparáveis em ''msn''. Em ''distração'', ele cria verbos: ''Meus olhos zapeiam os seus / mas seu canal está fora do ar./ Cada olhar perdido é uma escuridão / tela vazia sem história de amor.''
E o universo contemporâneo não acaba aí; tem ''jantar de miojo'', ''menina-mãe'', um lamento com uma boa dose de ânimo para as adolescentes grávidas. Não falta crítica social em ''fazer um som'' - ''Você pode fazer um bléim / no seu violão. / Você pode fazer um bang / dos assassinos.'' Mais atual, impossível.
Ao longo dos 40 poemas, Camargo fala daquilo que os poetas falam: solidão, amor, o silêncio, a felicidade. ''Diariamente, a poesia me propõe hipóteses da vida, abre janelas para minha autoconsciência e me oferece planos poéticos de existência. E então eu escrevo''.

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