Hino à vida
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de junho de 1997
France Presse 
Jean-Michel Cousteau prestou uma vibrante homenagem a seu pai, o comandante Cousteau em um texto enviado ontem à France Presse, no qual classifica sua obra lendária de hino à vida.
A obra de meu pai é um hino à vida. Na parede de meu escritório, figura uma citação de meu pai, que diz que o essencial, para a abelha, como para o golfinho, é existir. Para o homem, é o saber e maravilhar-se ante esse saber, precisa o texto.
A tristeza que sinto por sua morte é aplacada pela filosofia que me transmitiu desde minha mais tenra infância e que guiou meus passos ao longo de minha existência. O mistério da vida, inclusive em suas formas mais humildes, era para ele uma fonte infinita de curiosidade, de assombro e de serenidade, adianta Jean-Michel Cousteau.
Esteve secundado por uma mulher exemplar, Simone Cousteau, minha mãe, a alma do (navio) Calypso, adiantou. Criou tesouros de engenharia para explorar os oceanos, revelando ao mundo a face oculta de nosso tempo. Teve o dom extraordinário de saber compartilhar com milhões de pessoas seu amor pelo mar, despertando a consciência de gerações, de ardorosos defensores do planeta.


