Herói canastrão e mocinha atrapalhada
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Omar Godoy<br>Equipe da Folha 
Quando astros do porte de Tom Cruise e Cameron Diaz vêm ao Brasil para divulgar um filme novo, pode saber: é que a produção fracassou no mercado do Hemisfério Norte. E foi justamente isso o que aconteceu com ''Encontro Explosivo'', que estreia hoje no Brasil, uma semana depois da passagem dos atores pelo país.
Mas, ao contrário do que possa parecer, o longa dirigido por James Mangold (''Johnny & June'', ''Garota, Interrompida'') vai além da mera exploração da imagem e do carisma da dupla. Até porque Cruise já não garante mais boas bilheterias como em outros tempos. E Diaz, agora uma mulher madura, perdeu um pouco do jeito ''moleca'' que fez sua fama.
Talvez ciente disso, Mangold conduz, de forma bastante eficiente, uma comédia de ação nonsense, que tira sarro dos próprios estereótipos dos protagonistas. É como se os dois rissem de si mesmos na pele dos personagens que costumam interpretar. Ele na condição de herói canastrão, ela como a mocinha charmosa e atrapalhada.
A trama tem início num aeroporto, com o encontro entre o agente da CIA Roy Miller e a dona de oficina June Havens. Eles pegam o mesmo voo e começam a paquerar, mas uma série de situações bizarras deixa claro que a moça se meteu numa roubada (que não deve ser revelada aqui). Começa então uma correria ensandecida por vários países, com direito a muitos tiros, brigas, batidas de carro e piadinhas absurdas.
Impossível não lembrar de ''Sr. e Sra. Smith'', o filme que uniu, nas telas e na vida real, Brad Pitt e Angelina Jolie. A diferença é que ''Encontro Explosivo'' não traz a pretensão de seu antecessor. Quem se deixar levar, vai curtir esse passatempo de luxo (que custou mais de US$ 100 milhões, mas foi a pior estreia de um longa de Tom Cruise em 20 anos).


