‘‘Muito mais do que avaliar o valor comercial de objetos deixados de herança, é preciso perceber o quanto de afetividade os membros da família depositam no que foi deixado.’’ Com essas palavras a proprietária da galeria Nóris Espaço de Arte, Nóris Barguc¤o, inicia a explicação de um trabalho muito detalhado e de grande responsabilidade - o de avaliar haranças.
Formada pela faculdade de Belas Artes de Pelotas (RS), pós-graduada em História da Arte em Curitiba, Nóris também completou o curso de decoração em Buenos Aires. Na área de avaliação de heranças, Nóris trabalha há sete anos e avaliou peças para cerca de 15 famílias.
Qualquer objeto pode ser avaliado, como quadros, móveis e tapetes. Depois as peças são divididas em lotes com valores proporcionais. Nóris explica que esses lotes podem ser vendidos ou não. ‘‘A maioria das pessoas divide a herança e, se necessário, se desfazem dela com o tempo’’, acrescenta.
Um dos fatores decisivos para chamar um avaliador é sentir confiança no trabalho e no conhecimento do profissional. ‘‘A avaliação é feita por pessoas com muito conhecimento na área, além da sensibilidade para tratar com objetos de valores sentimentais tão grandes. Quando percebo, já estou envolvida na história da família, mas trabalho de uma maneira neutra, o que ajuda na divisão dos bens’’, explica a galerista.
O trabalho é cobrado pelo número de horas trabalhadas e cada avaliação leva um tempo indeterminado para acabar. Se o cliente pedir tudo por escrito, chega a demorar vários dias. Nóris conta que, a maioria das pessoas que solicitam seus serviços, a procuram por indicação de outras.

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