Morreu no dia 25 de agosto, em Ibiporã, o artista plástico Henrique de Aragão, autor, entre outros, do "Monumento ao Passageiro", na rotatória das avenidas Dez de Dezembro e Leste-Oeste, próximo à Rodoviária de Londrina. Aragão tinha 84 anos e há anos passava por tratamentos de câncer.
Nascido em Campina Grande, na Paraíba, em 1931, Joaquim Henrique de Aragão manifestou seu talento artístico ainda na infância. Iniciou sua formação artística em Recife, depois aperfeiçoada na Europa. De volta ao Brasil, viveu em São Paulo e, desde 1965, escolheu Ibiporã para dar continuidade à sua arte.
Conhecido internacionalmente, com exposições na Itália e na Suíça, Aragão é autor de centenas de obras que estão espalhadas por igrejas e espaços públicos do norte do Paraná. Escultor, pintor, desenhista, dramaturgo, poeta e animador cultural, Aragão desenvolveu trabalho que o fez ser reconhecido como um dos grandes renovadores da arte sacra nacional. Há trabalhos seus em igrejas como a Nossa Senhora da Paz, em Ibiporã; Sagrados Corações, em Londrina; São Francisco de Assis, em Maringá; Nossa Senhora Aparecida, em Abatiá; e na Capela do Seminário São Vicente Palotti, em Londrina.
Em 2011, criou a Fundação Henrique de Aragão (FHA), com o objetivo de cuidar do acervo das obras produzidas pelo artista. Aragão morava na mesma casa desde que chegou a Ibiporã, em 1965. Ali, instalou seu atelier onde, além de produzir suas próprias obras, ministrava cursos de desenho, pintura e escultura.

Inaugurado em 10 de dezembro de 1989, tem 15 metros de altura, e foi confeccionado em latão dourado

Ele desenhava histórias em quadrinhos com tijolo, telha e carvão pelas calçadas e muros

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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