Morreu ontem à tarde em Ibiporã o artista plástico Henrique de Aragão, autor, entre outros, do "Monumento ao Passageiro", na rotatória das avenidas Dez de Dezembro e Leste-Oeste, próximo à Rodoviária de Londrina. Aragão tinha 84 anos, e há anos passava por tratamentos de câncer. Até o fechamento, não haviam sido divulgados os horários e locais do velório e do sepultamento.
Nascido em Campina Grande, na Paraíba, em 1931, Joaquim Henrique de Aragão manifestou seu talento artístico ainda na infância, desenhando histórias em quadrinhos com tijolo, telha e carvão pelas calçadas e muros da cidade. Iniciou sua formação artística em Recife, depois aperfeiçoada na Europa. De volta ao Brasil, viveu em São Paulo e, desde 1965, escolheu Ibiporã para dar continuidade à sua arte.
Conhecido internacionalmente, com exposições na Itália e na Suíça, Aragão é autor de centenas de obras que estão espalhadas por igrejas e espaços públicos do norte do Paraná. Escultor, pintor, desenhista, dramaturgo, poeta e animador cultural, Aragão desenvolveu trabalho que o fez ser reconhecido como um dos grandes renovadores da arte sacra nacional. Há trabalhos seus em igrejas como a Nossa Senhora da Paz, em Ibiporã; Sagrados Corações, em Londrina; São Francisco de Assis, em Maringá; Nossa Senhora Aparecida, em Abatiá; e na Capela do Seminário São Vicente Palotti, em Londrina.
Em 2011, criou a Fundação Henrique de Aragão (FHA), com o objetivo de cuidar do acervo das obras produzidas pelo artista. Aragão morava na mesma casa desde que chegou a Ibiporã, em 1965. Ali, instalou seu atelier onde, além de produzir suas próprias obras, ministrava cursos de desenho, pintura e escultura.

O monumento
Inaugurado em 10 de dezembro de 1989, o Monumento ao Passageiro tem 15 metros de altura, e possui colunas de concreto que apoiam uma esfera de cinco metros de diâmetro cortada em três partes. A arte foi confeccionada em latão dourado.

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