Heitor Martinez adora fazer vilões, mas não gosta das cenas de sexo
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domingo, 06 de janeiro de 2008
Ana Carolina Rodrigues<br> Folhapress 
Toda vez que Jacson (Heitor Martinez) aparecia em ''Vidas Opostas'' (Record), o personagem fazia a alegria do público feminino. Cheio de marra, viril e dono de um temperamento explosivo, o rei do Torto protagonizava cenas de tirar o fôlego ao tentar seduzir a mocinha Joana (Maytê Piragibe).
Agora, seu personagem, o manipulador Petrônio de ''Amor e Intrigas'' (da mesma emissora), também vive momentos quentes ao lado da amante Valquíria (Renata Dominguez), mas o ator confessa que não se sente à vontade durante as cenas de sexo. ''Fico incomodado porque você não está com a pessoa com quem tem intimidade. É horrível fingir que você está fazendo sexo. Para um momento íntimo desse, é preciso estar envolvido, e isso não acontece toda hora. Comigo, só rola com a minha namorada'', diz.
''Fora que tem muita repetição. É um tal de corta daqui e dali. Fica uma coisa mecânica, e você tem de transmitir calor ao público. É complicado'', fala o ator. ''As pessoas sempre comentam que o cara que está se dando bem, mas vai lá fazer para ver como é que é'', diverte-se Martinez.
Por outro lado, se tem uma coisa que deixa o intérprete de Petrônio feliz é encarnar o vilão nas novelas. ''Acho difícil ser o mocinho. O texto escrito para esse tipo de personagem é fora da realidade. O vilão é mais rico, ele te dá a possibilidade de lidar com um humor mais escrachado'', afirma o ator.
Comprometido com Petrônio por pelo menos 12 horas por dia, Martinez diz que seu atual personagem é pior do que Jacson. ''O Petrônio não é um cara confiável. Jacson tinha palavra, e o que ele falava era lei. Já o Petrônio vai mudando o tempo todo para tirar vantagem. Claro que o Jacson defendia o que dizia por meios incorretos, mas ele era determinado'', diz. Por conta disso, o ator confessa que sempre torceu pelo traficante do Torto. ''Ele vivia um conflito. O Jacson reagiu à vida. Era massacrado. O Petrônio não tem desculpa. O que ele faz é patológico.''


