Heineken tem final com pouco blues
Faltou blues na final do Heineken Blues, na sexta-feira à noite no Moinho São Roque, em Curitiba. Esse foi o primeiro evento do gênero musical que a cidade já viu. Foram dois meses com 36 shows e um público de mais de seis mil pessoas que acabaram por eleger a banda The Solution como a melhor.
A The Soulution não ganhará prêmio em dinheiro mas terá a produção de um CD de mil cópias totalmente patrocinada pelos organizadores do evento. A divulgação do material junto às rádios locais também ficará por conta da Heineken-Spaipa.
Apesar de fazer um show excelente, a vencedora não tocou blues. Tocou até Elvis Presley, mas não era blues. Quem se aproximou mais do estilo foi a Basic Blues que acabou ficando em segundo lugar.
As outras concorrentes também ficaram devendo no quesito blues. Mas isso não tirou o espírito democrático que tomou conta do palco da última noite do festival. Um público eclético de todas as idades lotou o São Roque até as quatro da manhã.
Ao todo foram 12 bandas que se apresentaram em 12 bares com 1888 votos válidos, computados até a final de sexta à noite. Cada noite do festival contou com três bandas por bar o que levou os donos de bares a comemorar o movimento durante a promoção. Apesar de Curitiba não ter tradição com o blues, de o mercado não ser forte, para nós, donos de bares, foi uma grande confraternização. A cena blues ficou movimentada na cidade, diz Luiz Alceu Beltrão, dono do Hermes Bar, um dos mais tradicionais da cidade.
As finalistas foram as bandas The Solution, Basic Blues Band, Sexofone, Septon Blues e Paraná Blues. A votação que elegeu a The Soulution como a melhor, foi dividida entre os votos da comissão julgadora, formada por jornalistas e especialistas em blues e os votos da platéia.
A idéia do festival nasceu na cidade e serviu como um piloto da Heineken no país. Este evento é uma ramificação do Heineken Music Club, um projeto internacional da marca. Só que o Heineken Blues foi idealizado aqui em Curitiba e foi um projeto piloto que já está aprovado, disse Mauro Manzano, gerente de vendas da Heineken-Spaipa.
Como era de se esperar o blues não é um estilo musical facilmente reconhecido pelo público da noite curitibana. Sem desmerecer o gosto dos presentes, blues é um estilo mais intimista e que não tem tradição no Brasil. Mas esse foi apenas um mero detalhe perto da grandiosidade do festival. O público empolgou-se com a perfomance das bandas e deu sua opinião de acordo com a empolgação que os músicos suscitaram na platéia.
A vencedora não apresentou o autêntico blues americano solicitado pela comissão organizadora mas o grande objetivo deles foi totalmente atingido: agitar a cena noturna curitibana em torno dos bares e da marca Heineken. Todos os objetivos que traçamos para esse evento, conseguimos atingir. Tivemos credibilidade e conseguimos fazer um movimento diferente. Deu tudo certo, comemora Reinaldo Dalaqua, diretor da Spaipa.
Como resultado desses dois meses de imersão musical, a Heinekem já confirmou o festival do ano que vem e também a extensão para outras localidades do país. As próximas cidades a receber o projeto deverão ser Porto Alegre e Bauru. Os flashs da festa de Curitiba serão apresentados na sede da Heinekem, em Amsterdã.





