Haverá impacto no setor, segundo expert
São Paulo - Ainda que não tenham significado redução de passageiros em relação ao ano anterior, os percalços da temporada 2008/2009 serviram para lembrar a viajantes e a empresários que os navios não estão imunes a problemas. Segundo a professora de Sistemas de Transporte e Turismo da Universidade de São Paulo (USP), Débora Cordeiro Braga, alguns tipos de cruzeiros devem sentir mais o impacto das notícias negativas. Viagens para universitários devem sofrer consequências. Só não é possível, ainda, medi-las, diz.
A Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas (Abremar) divulgou comunicado sobre os problemas. Nenhum caso de óbito (...) teve relação, direta ou indireta, com a qualidade dos produtos e serviços oferecidos nos navios, informa o texto, assinado pelo presidente da entidade, Eduardo Vampré do Nascimento. O surto de gastroenterite (...) foi causado por ação de novovírus, de origem externa.
Mas Débora acredita que falta integrar esforços de socorro nas emergências, como a contratação de helicópteros, comum em rotas no Mediterrâneo. Outra dificuldade, citada pelo professor da mesma disciplina do curso de Turismo da Unesp, Fernando Protti Bueno, é a precariedade dos portos. Em muitos é impossível atracar navios desse porte. (M.N.)





