O show de estreia da banda londrinense Homens e Máquinas, daqui a duas semanas, será também o show de lançamento de seu primeiro CD. O disco tem produção independente. Já foi gravado e masterizado no estúdio local 1234 e está em fase finalização da parte gráfica.
O show está marcado para o dia 12 no Hush Pub, como uma das atrações do festival "Carnarock" deste ano. A banda é encabeçada pelo guitarrista Rafael Bueno, que já fez parte do G.A.F e atualmente integra o Primos da Cida, além de tocar paralelamente em projetos cover (Guns N´ Roses, Oasis e Pearl Jam). "Vou deixar todas as bandas cover para me dedicar a meu trabalho autoral. Entrei nesses projetos por causa da grana, mas agora quero dar continuidade à minha evolução pessoal como músico", diz ele.
Otimista, Rafael acredita que o fenômeno cover entrará em declínio na cidade em 2013. "Está saturando. As bandas que desenvolvem trabalhos próprios estão se movendo. Hocus Pocus, Mescalha, Imagery e outras estão crescendo e ocupando espaços. Daqui a três anos, a cena independente estará forte", analisa.
Para formar o Homens e Máquinas, ele convidou Mateus Oliveira (vocal), Gustavo Honorio (guitarra), João Violin (baixo) e Bruno Pamplona (bateria). Os dois primeiros participaram da gravação do CD. Rafael assina as músicas. "Não sei rotular o som que faço. É um catálogo de sons, uma mistura que vem de influências do hard rock, grunge e metal", explica.
Ele conta que quando decidiu entrar em estúdio, a intenção era gravar um CD solo com a colaboração de amigos e divulgá-lo pela internet. Daí ter executado sozinho todos os instrumentos na maior parte do repertório. Ao chegar à etapa final das sessões, porém, mudou de ideia. "O projeto foi tomando outra proporção e pensei: `Quero tocar essas músicas ao vivo, quero levar esse projeto adiante e colocar a mão na massa´. Aí tive que formar a banda", lembra.
As letras são de autoria do vocalista Mateus e falam do cotidiano do roqueiro. Sete faixas foram escritas em inglês e três em português. "Prefiro o inglês porque soa melhor e é mais fácil para encaixar as palavras na melodia", diz.
O CD, cujo título traz o nome da banda, traz uma tiragem inicial de 200 cópias. A proposta, avisa o músico, não é vendê-lo – mas distribuí-lo para amigos e pessoas influentes. A divulgação maciça das músicas será feita na internet. Dentro de um mês, estará pronto o site oficial da banda.

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