São Paulo - Se o pinguim Mano, de ''Happy Feet'' (2006), do diretor George Miller, já parecia a coisa mais fofa do mundo, o pinguim protagonista de ''Happy Feet 2'', também dirigido por Miller e que estreia hoje nos cinemas, com certeza vai ganhar o posto. Erik é o desajeitado filhote de Mano e sua parceira, Gloria, e, tal qual o pai no primeiro filme, também sofre por não se sentir parte do grupo. Ele procura, em outras terras, um local para chamar de lar.
Assim como a maioria das sequências, principalmente as de filmes premiados como ''Happy Feet'', que em 2007 levou o Oscar de melhor animação, ''Happy Feet 2'' acaba decepcionando. A bilheteria de seu final de semana de estreia nos EUA, por exemplo, foi de US$ 21,2 milhões, apenas a metade do que o primeiro longa arrecadou no mesmo período.
As canções são menos contagiantes, mas a mistura de gêneros musicais se manteve. Rap, rock e até ópera - na voz do pequeno Erick - fazem parte da trilha sonora, o que garante a diversão das crianças. O caráter mais infantil, aliás, é uma característica forte do novo filme, que parece ter sido escrito pensando no público mais jovem.
A qualidade gráfica da animação, entretanto, é coisa de gente grande, o que fica ainda melhor com o efeito 3D. Os personagens também estão mais reais, em especial os seres humanos que aparecem no filme - novamente, chegam a parecer atores reais, e não desenhos produzidos no computador. Uma última dica: assista à versão legendada, pois a dublagem deixa a desejar.

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