''Há muitas mulheres dentro de mim''
Fátima Guedes fala de amor, de feminilidade e da sua atual poesia objetiva
Muito Intensa tem uma forma muito particular e feminina de abordar o amor e do desamor. É isso ou é por aí?
É... É uma forma que eu tinha que passar e falar só de amor, das relações amorosas. E de maneira direta. Cada canção tem um discurso muito contundente. Agora era primordial falar desses amores todos que viveram em mim esses anos todos... É bom saber que aos 20 anos de carreira eu tenho autonomia para dizer as coisas.
Mas no geral é um disco muito simples, com canções e melodias de singelezas quase franciscanas. É uma fase?
É uma fase, um caminho que estou buscando. Ou seja, buscando a simplicidade de maneira nítida. Quero uma poesia mais rápida e de entendimento mais rápido.
É um disco que fala de amor e desamor. Ou seja, há canções amargas e doces, singelas e inocentes...
Eu peguei todas as mulheres que existem em mim. Há as muito amadas, as abandonadas, as confusas, as ritualísticas...
Menos as engajadas, né? Como aquela que cantava e apontava os problemas sociais, como em Mais uma Boca, música que projetou você...
Essa mulher ficou para depois porque para mim, agora, o discurso amoroso era primordial nesse CD.
Você é uma mulher de muitos amores?
Tenho 41 anos, sou uma mulher madura... Sim, sou uma mulher de muitos amores...





