Gunga é a preferida da elite
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domingo, 30 de março de 1997
Agência Estado 
ReproduçãoO Gunga fica em uma esquina entre a lagoa e o mar, a 25 km ao sul de Maceió.Dos 230 km de costa e das 54 praias, Gunga foi escolhida, neste verão, o point da elite alagoana. A Praia do Francês, que até o ano passado era a atração local, já perdeu seu charme. Segundo os alagoanos, virou centro de farofeiros e turistas. O Gunga fica em uma ponta, esquina entre a lagoa e o mar, a apenas 25 km ao sul de Maceió, com acesso pela AL-101 Sul. Contraste de paisagens... De um lado, as águas revoltas do mar aberto são um prato cheio para surfistas e amantes de emoções sobre um jet-ski; do outro, as águas doces e calmas da lagoa oferecem diversão garantida para mergulhadores e banhistas. Fora das águas, a cena é igual: 250 mil coqueiros cortam as branquíssimas areias do Gunga.
Aberta há poucos anos para o turismo, a praia fica numa propriedade particular de um usineiro local, Nivaldo Jatobá. Os coqueirais abastecem a indústria Sococo. Por isso, são vigiados um a um. Lá, é proibido subir nos coqueiros e até mesmo pegar um fruto caído no chão, sob o risco de ser repreendido por um segurança de Jatobá. E, absurdo dos absurdos: cercado de coqueiros por todos os lados, você não encontra nas barracas da praia um gole de água-de-coco sequer. Elas são proibidas de vender coco evitando, assim, que os coqueirais do proprietário sejam atacados.
Praia particular Além de fugir dos capangas de Jatobá, há outras emoções menos arriscadas na Praia do Gunga. É possível alugar um jet-ski e radicalizar por 20 minutos, ao custo de R$ 25. Uma viagem de dez minutos em ultra-leve, que permite visualizar o encontro de águas doces e salgadas, custa o mesmo. Para os menos aventureiros, passeios em banana-boat custam R$ 6. E os mergulhos, com snorkel e máscara, nas piscinas naturais do Gunga, R$ 10.
Para entrar na praia, tem de ser amigo do homem. É Nivaldo Jatobá quem fornece as licenças para que os banhistas atravessem sua propriedade em direção ao mar. Bastante pessoal: uma assinatura, no verso de seu cartão de visitas, é sinal para que os jagunços, armados até os dentes, abram as porteiras da fazenda. Como no mar todos os caminhos são livres, ele não pode controlar a entrada e a saída dos barcos. Esta é a solução encontrada por grande parte dos turistas que desejam conhecer a praia. As escunas e jangadas de fibra (com motor) cobram R$ 10 pelo traslado, ida-e-volta, de Barra de Santo Antônio até o Gunga. O percurso não dura mais de 20 minutos.


