Guitarra e alaúde
Guitarra e alaúde
Maranúbia BarbosaHard Rock de Amã também é decorado com pôsteres da cultura popA religião muçulmana é responsável por uma mistura algo desconcertante de rock e música árabe. É comum homens e mulheres irem ao Hard Rock de Amã com trajes típicos. Além do chadour, a túnica feminina, algumas mulheres não dispensam o manto para cobrir pudicamente o rosto. Mas quem quiser despir o véu tem muitas opções. O Hard Rock vende camisetas típicas, além de jaquetas, bonés e os indefectíveis buttons. O preço é salgado, mas o produto tem qualidade. Luna Salaam, 25, gerente do bar, estudou inglês em Londres e hoje dirige, além da rotina administrativa, os eventos culturais que acontecem naquele espaço. Luna acredita que o Hard Rock de Amã é o símbolo da abertura dos países árabes ao Ocidente.
Jeans e chadour, guitarra e alaúde. O H.R.C de Amã resultou numa mistura interessante que caracteriza o similar em Londres. Em homenagem à presença desta repórter brasileira no bar, o D.J toca a única música latina do acervo musical: Macarena. Para os jordanianos, a diferença entre samba e rumba é nenhuma. No embalo da Macarena, em pleno Hard Rock de um país árabe, salta a certeza de que a música, tocada seja lá onde for, não tem fronteira.
Por enquanto, a única cidade da América do Sul a contar com um bar da rede Hard Rock é Buenos Aires, capital da Argetina. Na Rigoleta, um dos bairros mais visitados por turistas, além do bar-rock, existe também o famoso cemitério onde está enterrada a eterna dama Evita Perón, endeusada pelos argentinos. O shopping onde está instalado o H.R.C de Buenos Aires tem também o restaurante Planet Hollywood, igualmente procurado por portenhos e estrangeiros em visita à Argentina. Mas os brasileiros não perdem por esperar. Até o final do ano, o Rio de Janeiro deve ganhar a mais nova filial do Hard Rock na América do Sul. É esperar para ver. (M.B.)





