DivulgaçãoSwamps: shows empolgantesNem punk, nem metal. Na cena pop nacional, há uma vertente musical que se nutre da trinca guitarra-baixo-bateria mas que à falta de um denominador comum recebeu rótulos diversos na imprensa desde sua explosão pelos palcos alternativos do país no começo da década.
Guitar rock, guitar sound, college e indie são algumas das etiquetas usadas para classificar bandas que gravam por selos independentes e cantam em inglês como Pin Ups, Low Dream e brincando de deus - as expoentes do gênero. O estilo gerou seguidores, fanzines, distribuidoras de demos e até uma coletânea em CD.
ReproduçãoEquipe Espacial: divulgando o CD ‘‘Abdução’’
Desdenhadas pela maioria dos críticos e boicotadas pelas grandes gravadoras, as bandas adeptas dão sinais de vitalidade em Curitiba onde um disco chega às lojas para celebrar a tendência. Intitulado Guitar, o CD reúne canções de 12 grupos locais com destaque para Swamps, UV Ray, Tods, Whir, Bloom e Equipe Espacial.
Destaques O disco sai pelo selo + Records em parceria com a loja-distribuidora Temptations. ‘‘A cena por aqui anda forte. As bandas desse estilo nunca fizeram tantos shows como neste ano’’ - diz Manoel Neto, pesquisador de rock e organizador da coletânea e de um festival marcado para o próximo mês.
Segundo ele, os indies apareceram na metade da década passada, multiplicaram-se no início dos anos 90 e depois foram sumindo engolidos pelas sucessivas ondas musicais que assolaram a cidade. Por isso, a atual temporada está surpreendendo muita gente.
ReproduçãoPrimeira demo da banda Bloom
‘‘Se as bandas deixarem de copiar o que se faz lá fora, é possível que aconteça um estouro. Afinal, existe muito mercado para esse tipo de som’’ - afirma Carlos Zechner, baterista do Swamps. Com duas demos lançadas, Swamps está virando objeto de culto em outras capitais.
Além da participação nesta coletânea curitibana, foi convidada para sair em outro disco do gênero ao lado de bandas santistas. A Equipe Espacial, outro destaque da cena, lançou recentemente o CD Abdução cuja masterização, infelizmente, ‘‘abafou’’ o som da banda.
Surpresa O UV Ray, por sua vez, amarga o fato de ter um CD gravado e não lançado. O material foi registrado em estúdio há mais de dois anos e chegaria ao público através do selo carioca Polvo Records. De lá para cá o grupo lançou duas elogiáveis demos, além de ter participado do CD Don’t be Afraid My Son, a primeira coletânea guitar do país.
UV Ray lançou duas demos
Combinando melodia e distorção, Bloom e Tods também despontam na atual safra divulgando suas respectivas demos My Silence e Everything / Love & Cut Fingers. Já Whir, cuja formação inclui três gurias, começa a arrebanhar seguidores graças a suas empolgantes apresentações. Mas a explosão de bandas tem atropelado os observadores.
Na semana passada, por exemplo, a estreante Mosha fez seu primeiro show na cidade deixando ‘‘sequelas’’ entre a platéia presente no Circus Bar. O produtor Manoel Neto ficou com o queixo no chão. ‘‘Talvez seja a melhor banda guitar do país’’ - diz, lamentando não tê-la incluído no CD.
O disco chega às lojas no final de outubro.

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