Guitar Hero e a aproximação com o real
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Mie Francine Chiba<BR>Reportagem Local 
Que amante de música nunca sonhou em tocar junto com a banda favorita? Parece maluquice, mas um game para PlayStation tem feito muitos jovens terem pelo menos a sensação de estarem, de fato, acompanhando na guitarra ou em outros instrumentos as notas das músicas de bandas conhecidas. O Guitar Hero tem um grande número de adeptos mesmo em Londrina. Tanto que o 1º Campeonato de Guitar Hero, realizado no último fim de semana no Catuaí Shopping, teve mais de 200 inscritos.
O game pode ser jogado em um controle no formato de uma guitarra, com botões no lugar das cordas nas casas do instrumento. ''Só jogando para saber o que atrai tantos jogadores. Você toca uma música e se sente um rock star'', comenta a organizadora do campeonato, Jany Lima, sobre o sucesso que o jogo faz entre os mais jovens.
Ela lembra que, em todo o mundo, jogadores do game têm a oportunidade de mostrar seus ''talentos'' e medir suas competências no jogo em campeonatos. ''Eles não tocam o intrumento de verdade, mas são um show na de plástico. O último campeão mundial de Guitar Hero, inclusive, é brasileiro'', conta.
Na família de Bárbara Sartori, de 14 anos, contando com ela, são três os jovens que jogam Guitar Hero. Ela dá sua versão feminina de jogadora assídua, desde os 10, sobre o que o game tem de tão interessante: ''Gosto das músicas e, como simula a guitarra, dá a sensação de tocar o instrumento.''
Nas cinco versões do jogo, figuram bandas que vão desde o Deep Purple, Kiss e David Bowie às mais modernas como Arctic Monkeys, Kings Of Leon e Vampire Weekend. Outros jogos lançados fazem homenagens só com músicas de bandas como Aerosmith e Van Halen.
Aulas de música
Para o primo de Bárbara, Gustavo Kamenã, de 13 anos, a vantagem de jogar Guitar Hero é o conhecimento musical que proporciona. ''A gente descobre músicas novas.'' Van Halen, por exemplo, é uma banda que um garoto da sua idade nunca teria visto, já que a banda esteve em seu auge antes mesmo dele nascer. Mas é uma das ''especialidades'' de Gustavo na guitarra de plástico.
Mais que ampliar o repertório musical, ele conta que o jogo ainda o estimulou a aprender a tocar instrumentos de verdade: guitarra, bateria, teclado e baixo. Já o irmão, Pedro Sartori, 20 anos, toca, entre outros instrumentos, a bateria. ''O jogo dá coordenação motora. Quem sabe tocar no Guitar Hero sabe tocar o instrumento de verdade'', opina.
Ele observa que, em meio aos sons do baixo, da bateria, do teclado e da guitarra-base, o jogador consegue distinguir o som da guitarra solo, educando os ouvidos para os instrumentos. ''E uma coisa importante é manter o jogo, sem errar (as notas).''


