GUIA CERVEJEIRO
Mais do que uma agradável companheira de seu happy-hour, a cervejinha traz uma história que se confunde com a história da própria civilização: por volta do ano de 2.050 a.C., mercadores sumérios já tinham receitas variadas para a fermentação de cevada, que eram incrustradas em pedras e passadas de geração em geração.
Depois de popularizada pela Europa, a fórmula acabou adquirindo diferentes sabores e tonalidades. Os tipos 'Pale' (fermentação rápida) e 'Lager' (fermentação lenta) representam os dois pilares da alquimia cervejeira, mas são mais de 300 estilos variedados da receita pelo mundo.
Para te ajudar a escolher entre tantas opções, a FOLHA separou algumas dicas básicas de harmonização, que podem ser seguidas tanto por especialistas quanto por cervejeiros de primeira viagem:
- Similaridade - Para escolher a cerveja perfeita para acompanhar uma receita especial, olhe primeiro para o prato de comida: ''Uma refeição com toques mais ácidos pode ser acompanhada por uma cerveja mais gasosa; um prato mais marcante vai bem com uma cerveja forte, e assim por diante'', explica Ricardo Cândido, sommelier do Mr. Beer.
- Contraste - Tanto na vida quanto na bebida, os opostos se atraem. Que tal uma cerveja bem amarga para acompanhar aquele chocolate delicioso? Prefere uma picanha? Experimente acompanhar com uma cerveja forte, com tons de mel. ''As possibilidades são muitas, e você pode acabar descobrindo sabores deliciosos'', afirma Vinicius Munhoz, sommelier e proprietário do Santo Prazer.
- Região - Vai comer um joelho de porco? Escolha uma cerveja alemã. Hambúrguer e fritas? Escolha uma lager americana. ''Não tem erro. Uma cerveja da mesma região da receita é certeza de uma ótima combinação. É a mesma lógica de tomar nossa cachacinha junto com uma boa comida mineira, sempre dá certo'', indica Cândido.





