Um prato cheio para quem gosta de cenas de ação, tiros, explosões, prédios destruídos, criaturas alienígenas - e nada muito além isso. Assim é ''Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles'', que estreia hoje no Brasil depois se consagrar como um dos grandes sucessos deste começo de temporada nos Estados Unidos.
Além de contar com toneladas de efeitos especiais, o longa traz uma novidade no campo técnico: é o primeiro blockbuster internacional exibido em 4k, o sistema de projeção mais avançado do mundo. Desenvolvida pela Sony, a nova tecnologia oferece uma resolução de imagem quatro vezes superior a dos equipamentos 2k, disponíveis atualmente nos cinemas.
Definindo vulgarmente, o 4k está para o 2k assim como o Blu-Ray está para o DVD. O único porém é que, por enquanto, apenas os 16 complexos da rede UCI vão trabalhar com esse tipo de exibição no país. A tendência, no entanto, é que o formato se popularize, como aconteceu recentemente com o 3D.
Sobre o filme em si, há pouco a se dizer. Trata-se de mais uma produção lugar comum sobre ETs que tentam colonizar a Terra - e são impedidos pelos militares americanos. A diferença é que, aqui, o diretor Jonathan Liebesman (responsável pelo remake de ''O Massacre da Serra Elétrica'') tenta dar um certo ar realista à história.
E até que o filme começa bem, flertando com a linguagem de documentário e fazendo o espectador crer que está diante de uma mistura de ''Distrito 9'' e ''Guerra ao Terror''. Aaron Eckhart (''Obrigado por Fumar'') também convence na pele do sargento Michael Nantz, um sujeito durão cuja tropa deveria apenas evacuar a cidade invadida, porém acaba combatendo de perto os violentos extraterrestres.
Pena que o caldo desanda na segunda metade da sessão. A partir daí, a trilha sonora fica melosa, os personagens têm rompantes exagerados de heroísmo e até crianças são usadas para emocionar a plateia. Isso não significa que ''Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles'' não cumpra sua proposta. Mas já vimos isso antes em ''Independence Day''.

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