Sem falsa modéstia, o Parque Estadual do Guartelá, onde está localizado o sexto maior canyon do mundo, pode ser classificado como uma das principais belezas naturais do Sul do Brasil.
Inaugurado em 1992, o Guartelá começa a ser descoberto aos poucos pelos turistas, que vêm procurando cada vez conhecer as atrações naturais do lugar. Hoje quase 2 mil pessoas visitam o Guartelá todo o mês. Conforme relatório feito pela direção do parque, 40% são curitibanos, 40% de outras regiões do Estado, 12% paulistas e os restantes 8% vêm de outros Estados e países.
Angela Dalcomune, gerente do Guartelá, explica que a grande procura pelo parque reflete o interesse, cada vez maior, pelo ecoturismo. Do ponto de vista do turismo ecológico, o Guartelá ganha uma importância fundamental, sugerindo uma cumplicidade do homem com a natureza. Com uma infra-estrutura que impõe limites a ação do homem, o Guartelá procura se defender da depredação inconsciente dos turistas.
Fogueiras, aparelhos de som e veículos são expressamente proibidos dentro do parque. Para conhecer os principais pontos de referência do Guartelá o turista precisa caminhar entre quatro e cinco quilômetros. Isso, segundo Angela, faz parte do turismo ecológico, fortalecendo ainda mais a integração do homem com a natureza.
Entre os inúmeros atrativos do parque destacam-se as diversas corredeiras e quedas d’água que formam piscinas naturais. A maior das cachoeiras, a da Ponte de Pedra, tem 160 metros de altura, e forma uma enorme piscina muito usada pelos banhistas.
Inscrições rupestres, formações de arenitos multicoloridos e um mirante ajudam a tornar o Guartelá um local único. A beleza do lugar é um convite à meditação e ao relaxamento.
Mesmo faltando muito ainda para ser feito, hoje o parque possui uma infra-estrutura mínima para o recebimento de turistas. São sanitários, camping, estacionamento, centro de pesquisa e recepção. A lanchonete e o posto da Polícia Florestal, que estão com o prédio pronto, ainda não estão funcionando.
Conta a história, que o nome Guartelá vem da uma expressão antiga - ‘‘Guarda-te-lá que aqui bem fico’’, utilizada como forma de comunicação entre os pioneiros para se prevenirem dos ataques indígenas.
Uma segunda versão diz que não eram os índios os agressores, mas sim os soldados da época da revolução constitucionalista de 1932. As marcas dos primeiros habitantes do Guartelá estão registradas nas formações rochosas e nas pinturas rupestres. A área conhecida como Guartelá tem seus primeiros registros em 1969, através dos jesuítas, que vinham catequizar os índios guaranis. A sua descoberta teria sido feita pela expedição do capitão espanhol Álvaro Nunes Cabeça de Vaca, em 1541.


TOME NOTAArnaldo Alves/Arquivo FolhaDe bem com o verdePara conhecer os principais pontos do Guartelá o turista precisa caminhar entre quatro e cinco quilômetros: integração com a naturezaGiovani Ferreira

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