Uma ampla reforma no sistema de iluminação deverá deixar o Auditório do Guairinha com as portas fechadas, durante um prazo de pelo menos 90 dias. As melhorias serão feitas em várias etapas, financiadas com recursos captados através da Lei Rouanet. As istalações existentes serão removidas e toda a estrutura que sustenta o sistema de luz será reforçada. ‘‘Nossa maior preocupação’’, diz a diretora presidente do Centro Cultural Teatro Guaira, Mônica Rischbieter, ‘‘é com a segurança do público, artistas, funcionários e com o patrimônio’’.
Assim, os técnicos também estarão refazendo o chamado sistema de alimentação dos equipamentos, utilizando cabos específicos para a luz cênica e ao mesmo tempo instalando um novo sistema de manobras das varas de luz, que irá dar mais espaço para o trabalho dos atores e técnicos no palco.
A iniciativa faz parte de um projeto de revitalização do Centro Cultural, iniciado ainda em 98, que já lavou e iluminou o painel de Poty na fachada do Guairão, e instalou ar condicionado no Grande Auditório. E para não prejudicar as companhias e produtores que haviam agendado datas neste período, o teatro já está negociando a transferência dos espetáculos para outros espaços, como o Teatro José Maria Santos ou o Auditório Glauco Flores de Sá Brito.
‘‘Não podíamos esperar mais’’, explica Mônica Rischbieter. ‘‘É preferível fechar temporariamente um espaço que mantê-lo aberto sob risco constante de incêndios ou acidentes’’.
O Centro Cultural Teatro Guaíra começou a ser construído em 1952, com o projeto do arquiteto Rubens Meister. O primeiro auditório a ser construído entre os três que compôem o centro foi justamente o Salvador de Ferrante (Guairinha), inaugurado num prazo de dois anos, com o espetáculo ‘‘Os Inocentes’’, de Henry James, apresentado pela companhia Dulcina e Odilon.

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