Guadalupe
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terça-feira, 11 de fevereiro de 1997
Cleide Cavalcante Agência Estado 
fotos: Arquivo FolhaPraias de areias finas, águas mornas, azuis e transparentes são características do CaribeDe dia, a praia branca, as águas mornas, azuis e transparentes, os coqueiros. De noite, os cafés bem ao estilo francês, onde se bebem os melhores vinhos e os turistas se encantam com os pratos mais sofisticados. Assim é a vida em Guadalupe, uma ilha de 1.780 quilômetros quadrados, situada no Caribe. Habitada por apenas 400 mil pessoas e tendo como capital a pequena cidade de Pointe-à-Pitre, Guadalupe é marcada pelo toque francês. Lá, tudo vem de Paris. Roupas, perfumes, vinhos, comidas em conserva, discos, livros. Afinal, a ilha é território francês - diferente de uma colônia, por exemplo - e assim todos os seus habitantes têm os mesmos direitos garantidos à população francesa.
Mas, embora o francês seja a língua oficial, também se fala inglês, espanhol e o créole, um idioma nativo. E cada região tem um charme especial. Vale a pena visitar cidades como Les Abymes, Saint Martin, Sainte Rose, Gosier e Vieux Habitants.
Encantos naturais da ilha incluem quedas dágua e trilhas verdes
Quem curte os passeios ecológicos não pode deixar de visitar a Estação Termal de Saint Claude, com suas águas sulfurosas medicinais, e o Parque Zoológico e Botânico. E o Aquarium, com mais de 80 espécies de peixes, é outra atração.
Há belas cachoeiras espalhadas pelas montanhas, e quem gosta de uma boa caminhada pode curtir uma infinidade de trilhas. No Parque Nacional, a atração é o adormecido vulcão La Soufriere. E, como toda ilha caribenha que se preze, não pode faltar ali o velho e bom rum, ingrediente obrigatório nos drinques especiais que se bebe nos bares locais. Existe até o Museu do Rum, em Sainte Rose. E o turista também pode conhecer todo o processo de fabricação do rum no Domaine de Sévérin, a 20 minutos da capital.
A base da economia na ilha é formada pela cana-de-açúcar, banana e cacau, além da pesca e da criação de bois e cabras, em menor escala. Nos últimos anos, o governo tem investido mais no turismo, cuidando bem das estradas e fazendo promoções. Noventa por cento dos habitantes da ilha são católicos, mas também há um bom espaço para as igrejas evangélicas, sinagogas, seitas orientais e cultos africanos.
Além da boa comida, Guadalupe se destaca por sua vida noturna, principalmente na Marina de Bas-du-Fort, em Pointe-à-Pitre. A jornalista Cecília Thomspon recomenda o Jungle Caffe Restaurant, com um conjunto de jazz nota dez. E quem gosta de jogar pode tentar a sorte nos cassinos de Gosier e St. François, onde os turistas fazem fila nas mesas de black-jack, roleta e nos caça- níqueis. Gosier, com suas cinco discotecas, é um dos locais mais recomendados para quem gosta de dançar.


