Grupo se dedica à pesquisa e ensino
O universo lúdico criado com as máscaras representa, segundo Venício Fonseca, a natureza em estado puro. Quando a máscara entra em cena, imediatamente sabe-se quem é, pois ela carrega todos os signos que informam suas características. Isso porque ela é representativa. A máscara pode ser traduzida como um a síntese arquetípica que concentra em si vários personagens numa mesma identidade. É um corpo imerso num universo dinâmico, explica.
Na pesquisa empreendida pelo Grupo Moitará, eles se dedicam a encontrar, através da máscara teatral, tipos representativos do universo cultural brasileiro. No primeiro momento, sob as sombras das referências literárias, encontraram João Grilo, Malazarte e Macunaíma. Na pesquisa de campo, se depararam com máscaras de tipo fixo, como o Zé de Riba (tipo nordestino) e Hectares Passarim (matuto da terra).
O Moitará possui uma série de atividades permanentes e sistemáticas de treinamento do ator, aprofundado na criação e jogo da Máscara Teatral. No Filo 2000, eles estão ministrando a oficina de utilização da Máscara Teatral e foi finalizada ontem a oficina de Confecção de Máscara Teatral. (F.F.)





