Grupo multidisciplinar debate a questão étnica do negro na escola
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terça-feira, 08 de maio de 2012
Redação Folhaweb 
A questão ainda é polêmica, gera discussões acirradas, mas agora é difinitivo: o sistema de cotas para afrodescendentes e indígenas é constitucional, segundo decisão aprovada, semana retrasada, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima da justiça brasileira. Esse é um dos pontos que estão sendo trabalhados no Colégio Estadual Professora Roseli Piotto Roehring, que desde o ano passado mantém um grupo multidisciplinar de estudo sobre a diversidade étnica do negro e do índio, promovendo ações pedagógicas e culturais durante o ano todo através do projeto Africanidades.
''Considero essa decisão muito importante para melhorar o acesso do negro e do índio ao ensino superior dentro de um processo histórico. No caso do negro, mais especificamente, é uma ação de política pública que já deveria ter sido tomada antes. Desde a época da abolição da escravatura (dia 13 de maio de 1888) ele ficou à margem. Deixou de ser escravo para ficar à mercê do sistema, sem estudo e condições adequadas de trabalho. Vítima de uma legislação discriminatória'', avalia a professora de matemática Celiana Lucia da Silva, que é afrodescente e também está no terceiro ano do curso de direito na Faculdade Arthur Thomas.
Recentemente, em um trabalho realizado com a sua turma do ensino médio noturno, ela abordou de forma mais contundente o sistema de cotas. Os alunos fizeram estudos de gráficos sobre o assunto, responderam questionários e debateram a questão. ''Foi interessante observar o quanto eles ficaram admirados com o fato da maioria das vagas de instituições públicas serem preenchidas por alunos provenientes de escolas particulares'', diz.
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