Grupo mostra uma grande brincadeira
Curitiba- O espetáculo ''O Negrinho do Pastoreio'' integra o projeto de pesquisa da Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrais, intitulado Trilogia Pampiana. O projeto trabalha exclusivamente com o universo gaúcho, dando uma característica contemporânea ao folclore da região. Apesar de ser uma tragédia, o ''Negrinho'' é encenado pelo grupo como uma grande brincadeira. A história é contada por cinco atores, que se revezam na execução dos personagens. O repertório musical - composto exclusivamente para o espetáculo - é executado ao vivo pelo elenco.
A lenda do Negrinho do Pastoreio pode ser considerada a mais autêntica do folclore do Rio Grande do Sul, pois trata as questões sociais sem rodeios. A história se passa no final do século 19, tempos de escravidão, e conta como um estancieiro espancou um garoto escravo depois que notou a falta de um cavalo que ele cuidava. No dia seguinte, o garoto, que depois de chicoteado, foi amarrado nu sobre um formigueiro, não tinha nenhuma marca da violência sofrida no corpo. Estava, sim, ao lado de Nossa Senhora. Subiu no cavalo que havia sumido e partiu.
Participam do espetáculo, os atores Carlos Alexandre, Fernando Beppler, Giancarlo Carlomagno; Hamilton Leite e Vinícius Petry. Além do ''Negrinho'' faz parte da trilogia o espetáculo ''Deus e o Diabo na Terra da Miséria'' e ''Uma aventura Farroupilha''.(K.M.)





