Que a arte e o humor ultrapassam fronteiras, todo mundo sabe. Mas não deixa de ser curioso constatar como um grupo teatral de um minúsculo país da Ásia Central é capaz de transmitir sua mensagem ao público londrinenses e fazê-lo rir.

Vindo do longínquo Quirguistão - um pequeno país espremido entre o Cazaquistão, o Uzbequistão e o Afeganistão - para sua segunda apresentação no Brasil, o grupo Krasky Vostoka (que significa ''Cores do Oriente'') apresentou na última semana o espetáculo ''Fakir'', com elenco formado por Abdullaev Khamdam, Raimdjanov Ulugbek, Abdullaev Murat, Khodzhikhodzhaev Ikromzhom e Kuchkarov Mansur. Sempre levando um humor ingênuo na bagagem, esta trupe diferente foi uma das atrações mais peculiares que passaram por Londrina dentro de toda programação do Filo.

Sob os olhares atentos de fãs e estudantes de Artes Cênicas em um encontro informal realizado na última quarta-feira, os cinco palhaços do oriente não se mostraram tímidos. ''Obrigado. Te amo. Amigo. Socorro. Médico. Pular. Pelado. Um beijo'', declarou Raimdjanov, elencando as únicas palavras que aprendeu em português, e arrancando gargalhadas da plateia do bate-papo. ''Meu inglês é horrível. Meu português é pior'', desculpou-se o artista, que também é o único integrante do grupo que fala uma língua ocidental, além do russo e do quirguiz. ''Mas não me confundam com russo. Nunca confie em russo'', brincou, erguendo o dedo e chamando a atenção.

Há mais de 20 anos se apresentando em diversos palcos do mundo, e convidados para fazerem apresentações em 2004 junto com o Cirque du Soleil, o grupo Krasky Vostoka resgata algumas das habilidades circenses ancestrais. Combinando elementos de mímica clássica, acrobacias e piadas físicas, o grupo ganhou reconhecimento na televisão do Quirguistão e depois atravessou as fronteiras do Ocidente, em apresentações em toda Europa.

Leia mais na entrevista feita pelo repórter Rafael Ceribelli, exclusiva para assinantes da FOLHA.

mockup