Grupo Atuar monta peça de B. Brecht
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sexta-feira, 04 de dezembro de 1998
Zeca Corrêa Leite 
O dramaturgo alemão Bertolt Brecht tinha 21 anos quando escreveu O Imperador, o Mendigo ou o Cão Morto?. É uma das primeiras peças do autor que viria a se notabilizar mundialmente com seu teatro questionador, inconformado com a exploração social. Desconhecido das platéias - sabe-se apenas de uma montagem realizada em São Paulo, sem repercussão -, o espetáculo chega ao palco do mini-auditório do Teatro Guaíra, a partir de hoje, com o grupo de teatro Atuar.
O Imperador, o Mendigo ou o Cão Morto? coloca em cena um mendigo entristecido com a morte de seu cão, e um imperador em júbilo pela vitória sobre o inimigo. O miserável está às voltas com a morte, o imperador com a conquista e desse encontro casual, trava-se um diálogo sobre o que é mais importante entre essas duas realidades.
Brecht situou o insólito encontro num futuro de cores áridas - passaram-se alguns anos após o término da 3ª Guerra Mundial, o planeta é um deserto gigantesco, onde os dias atingem graus altíssimos e as noites são polares. Seja como for, aos poucos o mundo vai readquirindo tudo aquilo que havia se transformado em cinzas.
No elenco estão Angela Meschino (Imperador), Mariana Zanette (Mendigo) e Luciana Wallbach (Cão Morto). Este terceiro personagem não existe no texto original; foi inserido nesta montagem como uma espécie de narrador. A peça tem adaptação e direção de Rodrigo Cavalheiro.


