GRÉCIA Em cada cenário, uma lenda ou história
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quarta-feira, 16 de novembro de 2005
Ana Carolina Sacoman<br> Agência Estado 
Atenas - Todos os anos, 14 milhões de turistas seguem para o sul da Europa em busca de história, cultura e paisagens bem particulares, delineadas por mares de águas cristalinas. Passeiam por ilhas de lendas milenares e travam contato com uma população barulhenta e amistosa. Provam de uma culinária saborosa e divertem-se com placas de ruas e indicações turísticas incompreensíveis. E sempre voltam com a sensação de que foi pouco, muito pouco. A Grécia sempre tem mais a oferecer.
Afinal, uma civilização que nasceu há mais de 4 mil anos tem muito a contar, a mostrar, a explicar. Lá, segundo a mitologia, moraram deuses, monstros e heróis. É considerada o ''berço da civilização ocidental'', palco do nascimento da democracia e da filosofia. Mas é sempre muito mais. Características particulares e diferentes exploradores fizeram de suas ilhas são 3 mil, 197 delas habitadas pedaços únicos cercados de água, história e magia por todos os lados. Se uma delas se parece com uma cidadezinha italiana, a outra guarda traços orientais, da época em que foi invadida pelos turcos. Assim também é na porção continental.
Os cenários exóticos, é garantia, estarão por toda a parte. De casas ''desenhadas'' em penhascos à beira-mar a plantações de oliveiras são cerca de 40 milhões de pés no país no interior. A capital, Atenas, é o contraste materializado. Ao lado de modernos estádios erguidos para a Olimpíada de 2004 estão templos e vestígios pré-históricos. É história pura ali, no meio da rua.
Grande parte dos visitantes segue para a Grécia 13º país mais visitado do mundo, segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT) num cruzeiro. É prático, romântico e ainda passa por algumas das mais importantes cidades e ilhas.
No fim do ano, inverno deles, a dica é conhecer sítios arqueológicos em Atenas e no interior não se preocupe, não há de faltar lugar para se visitar. No verão, as ilhas e as praias tornam-se obrigatórias.
Os moradores de Atenas adoram contar a história da fundação da cidade. E quem não teria orgulho? Segundo a mitologia, a deusa da sabedoria, Atenas, e o deus do mar, Poseidon, queriam ser os patronos da vila que acabara de nascer. Os habitantes do lugar resolveram, então, promover uma disputa entre eles: o deus que oferecesse o melhor presente daria nome ao local.
Poseidon, então, cravou seu tridente sobre uma rocha da Acrópole e fez sair um manancial de água salgada e quatro cavalos. Se os moradores aceitassem sua oferta, a cidade se chamaria Poseidônia e seria a maior potência à beira-mar do mundo. Atenas, por sua vez, semeou uma oliveira, presente que simbolizava a paz e a sabedoria. E venceu a disputa. Hoje, a cidade que escolheu a paz à guerra tem 4 milhões de habitantes e toda a história da humanidade para contar. Tem, também, uma faceta moderna, à altura de qualquer capital européia.
Um bom começo para conhecer o outro lado ateniense é a Praça Syntagma, no centro da cidade. Lá está o parlamento grego, prédio construído entre 1836 e 1842 e usado como residência real até 1935. Ali perto, na Rua da Universidade, podem ser vistos vários edifícios do século passado algo recente se levado em conta o passado milenar.
No lado de baixo da Praça da Constituição e aos pés da Acrópole está Plaka, provavelmente o bairro mais famoso de Atenas. Há também vários restaurantes onde é possível provar um pouco da culinária grega.
Viagem feita a convite da MSC Cruzeiros


