Cores irão substituir o preto e o branco, no Espaço Cultural Woodside, a partir de amanhã. A mostra ‘‘A Cores’’, assinada pela artista plástica Maria Ivone Bergamini Vannucchi, entrará no lugar da exposição ‘‘Preto e Branco’’, elaborada por Mazé Mendes e José Antônio durante a recente temporada de chuvas, em Curitiba. Com a proximidade do verão, Maria Ivone quer estabelecer um contraste, demonstrando otimismo.
A mostra vai reunir cerca de 16 trabalhos, entre desenhos e acrílicos sobre tela, todos retratando gravatas coloridas. ‘‘Elas representam um mundo de simbolismos e significados, permitindo trabalhar as cores, as linhas, os volumes e os grafismos ao mesmo tempo’’, diz a artista.
Em sua opinião, a gravata simboliza a vaidade, rebeldia, e ao mesmo tempo, status, autoridade e elegância. Os trabalhos medem entre dez centímetros e dois metros, permitindo possibilidades diferentes de expressão, dentro da mesma linha, misturando o masculino e o feminino, gravatas e flores numa espécie de gestual.
DivulgaçãoA artista optou por uma explosão de cores nas gravatas
A mostra ‘‘A Cores’’ funciona como síntese de um trabalho que já vem sendo desenvolvido pela artista há bastante tempo, baseado sempre na figura humana. ‘‘Fui tirando a figura e ficaram só as roupas, símbolos sociais da moral e da vaidade’’, conta Maria Ivone.
Ela explica que a roupa apresenta uma linguagem de movimento e de linhas. A artista brinca, dizendo que depois de muito trabalhar com as formas das roupas, acabaram sobrando apenas as gravatas.

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