Gravadora mineira completa dez anos
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sexta-feira, 28 de agosto de 1998
Ranulfo Pedreiro 
Aos poucos, os selos e gravadoras independentes começam a se firmar no mercado fonográfico brasileiro, que até a década de 80 ficava praticamente restrito às grandes empresas. Um exemplo de que as pequenas gravadoras podem se manter em atividade é a Karmin Produções, que está completando dez anos com um catálogo voltado para a música brasileira.
Montada em Belo Horizonte em 1988, a Karmin já lançou 16 álbuns e vem revelando compositores que não encontram espaço em grandes gravadoras. É o caso do disco Sol, do violonista Gilvan de Oliveira - que foi indicado ao Prêmio Sharp pelo álbum Retratos, de 1993, como melhor instrumentista. Oliveira mistura no disco clássicos da música brasileira com músicas próprias.
Atualmente, a gravadora mantém os seguintes títulos: Cartão de Visitas, de Arthur Moreira Lima; Tributo a Ernesto Nazareth - indicado ao Sharp como revelação feminina - e Conexão, da pianista Tânia Mara Lopes Cançado; Retratos, Traquina e Sol, de Gilvan de Oliveira; Cantos e Encantos, do Coral Infantil da UFMG; Convite à Valsa, do pianista Eduardo Hazan e Canta Minas 96, do Festival da Rede Globo.
Liderada por Carminha Guerra, a Karmin foge do perfil comercial para revelar instrumentistas e compositores brasileiros. Os discos do catálogo da Karmin podem ser encomendados pelo telefone (031) 223-7925.


