Gravação vai contar com uma banda base
"Começamos as homenagens em 2013, porque 2014 é ano de Copa do Mundo, aí já viu, né? Com todas aquelas leis (de incentivo), ninguém vai botar dinheiro num projeto que não seja ligado à Copa do Mundo neste ano", diz Dori. "Em relação aos arranjos, eu determinei algumas coisas. O Que É Que a Baiana Tem?, achei que ia ficar bacana com Chico, Gil e Caetano, mas vai ser uma coisa menos Carmen Miranda e o Bando da Lua, vamos brincar com a divisão, vai ser mais João Gilberto. Eles me passaram as tonalidades e ficou tudo certo."
Na formação instrumental, o disco vai contar com uma banda base (baixo, bateria, violão, piano e percussão), mais sopros e cordas, com regência de Claudio Cruz, da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), que já trabalhara anteriormente com Adnet. As vozes serão gravadas em março, depois do Carnaval.
"Eu não tenho muita enrolação, não. Gosto de gravar as bases em três dias, não fico michael jacksiando o disco, burilando muito, senão perde a espontaneidade", comenta Dori. "Eu nunca gostei do meu pai com orquestra, aquele não era ele. O Caymmi que eu conheci foi Caymmi e o Seu Violão. Em relação às músicas, sou vidrado nas canções praieiras. Desse disco novo não sei muito o que esperar, de bom gosto vai ser, tenho procurado usar a beleza estética do violão dele", diz ele.
Além do disco, o projeto também inclui shows, reunindo os participantes do álbum, em 2015, ainda sem datas definidas, em São Paulo, Rio e Salvador. Como os custos para um espetáculo deste porte são muito altos, eles ainda buscam patrocínio para a realização dos shows.





